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O PERDÃO

07-01-2020 - Anussim Brasil

"Quando fazemos o bem, a sensação é de bem estar e de regozijo, dando-nos então um sentimento prazeroso, promovido por uma bela descarga de endorfinas. Algo que nos alegra de dentro pra fora, nos trazendo benefícios, inclusive, à saúde".

O Eterno, Bendito seja o Seu Santo Nome, nos premiou com tantos e muitos dons. Uma dessas benditas graças foi o dom do conhecimento do bem e do mal. É uma poderosa força que nos dá referencia, tanto frente à sociedade, quanto ao grupo social ao qual participamos e à família que pertencemos. Esse dom dispõe de um grande poder e é capaz de levar a sucesso a uma sociedade, a um grupo ou a uma família. No entanto de forma curiosa, está associada a uma fraqueza da qual, não pode ser dissociada, andando ambas parelhas, em aliança indissolúvel e esse é o motivo pelo qual ela incomoda a muitos. Seu nome é consciência.

A nossa formação ético-moral, que é moldada desde a mais tenra infância, é o parâmetro da consciência. A consciência nos provoca a repensar e remoer, de forma mais ou menos cônscia, tudo o que agimos ou que sofremos até aquele momento, seja de bem ou de mal. De bom ou de mau. De adequado ou de inconveniente. Cada um que disponha de consciência, possui esse circuito interno incansável. Conforme seja o ocorrido, pode tanto nos incomodar quanto nos alegrar, sejamos nós, agente ou paciente. Os dois nos tocam com a mesmíssima intensidade, mas em polarização de sentimento opostos.

Quando fazemos algum mal a alguém, sem querer ou premeditadamente ou ainda, quando alguém do mesmo modo nos faz mal, uma voz no nosso interior nos cobra lembrando, a cada instante do fato. Faz-nos sentir desconfortáveis e, a isso se dá o nome de, conforme o caso, sentimento de culpa ou sentimento de vítima. Aos indivíduos de mente saudável, isso é fato e é incontrolável.

Mas cuidado com os psicopatas pois, não possuem consciência que os acuse, do mal que fazem. Assim, tudo o que buscam na vida é a sua satisfação individual, sem se importarem quanto ao mal produzido. Essa é a pior incapacidade mental. Eles medem consequência dos seus atos, desde que lhe traga algum benefício, não importando a quem e nem como aquilo possa prejudicar.

Ah, por outro lado, quando fazemos o bem, a sensação é de bem estar e de regozijo, dando-nos então um sentimento prazeroso, promovido por uma bela descarga de endorfinas. Algo que nos alegra de dentro pra fora, nos trazendo benefícios, inclusive, à saúde. Simples assim.

A quem faz ou quem sofre algum mal, o sentimento íntimo é de mal estar, colocando-se na posição de “vítima incompreendida”, ou de “algoz perverso”. Dois sentimentos altamente negativos, que remoem o nosso íntimo, a cada momento. Mesmo inconscientemente, trabalham contra nós. Ainda que o agente do mal não se acuse do algum mal feito, a consciência no íntimo, mesmo assim, o aponta e acusa. Daí provém uma enorme parcela dos males psicossomáticos que nos trazem doenças e males inexplicáveis, mesmo pelos melhores especialistas da medicina.

Mas se para todo o mal há um remédio, também para isso há um remédio infalível que se chama perdão.

Alguém te fez mal? Vá a essa pessoa e converse com ela. Se for uma pessoa de mente saudável, reconhecerá e se arrependerá do feito e assim, o teu perdão aliviará aquela alma e a tua também! O peso que isso remove das costas dos dois é imenso!

Você fez mal a alguém? Faça o mesmo. Se arrependa e vá àquela pessoa e peça o perdão a ela. O teu pedido sincero e o perdão dessa pessoa irá beneficiar a vocês dois, ao trazer alívio e leveza às duas almas.

Já o que faz o mal e não se arrepende, muita atenção. Sem arrependimento, o perdão não se encaixa e assim, perde todo o seu sentido. E há gente assim. Com essas pessoas, não haverá conversa que a ajude e nem diálogo que a convença. Desligue-se e esqueça essa pessoa. Afaste-se. Mas pelo teu próprio bem, mesmo aqui, cabe o perdão. Mas não a quem fez o mal, mas a você mesmo, que aceitou se sentir mal por algo fora do teu controle, feito por alguém sem valor. Arrependa-se disso e perdoe-se, no íntimo do seu coração. Só assim o sentimento nefasto de ser a “pobre vítima” abandona você. Só assim a dignidade e o sentimento de autoestima tomam conta de você. Já aquele peso torturante, deixa de existir.

Tome nas tuas mãos o papel de agente da promoção da paz e procure as pessoas. Não vale a pena ficar como paciente do destino, esperando que os outros venham a você, para pedir ou trazer o perdão. Na maioria das vezes, acaba faltando tempo, circunstância ou condição para que isso ocorra.

Benyamin Zait

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