09-01-2020 - Anussim Brasil
O que vivenciamos na Tailândia.
Falei a algumas semanas de diferenças culturais. Hoje me lembrei de outra, que vivenciamos no extremo oriente, na Tailândia (Reino da Tailândia), anteriormente conhecida como Sião, um país lindo, no centro da península da Indochina, no Sudeste asiático. O país não tem oficialmente uma religião, mas a maioria é budista.
Eles têm algumas crenças e costumes que para nós são muito estranhos, como por exemplo, quando uma família já tem dois filhos homens, cria o terceiro, como menina, independentemente do sexo deste, justificando o fato como necessário para equilibrar a energia familiar.
Ficamos na capital, Bangkok, que é imensa e lembra muito o Rio de Janeiro, tanto com a simpatia e a acolhida das pessoas, desde o segurança do aeroporto até o ascensorista do hotel quanto em termos de urbanização, ou falta dela, além dos imensos e luxuosíssimos palácios e jardins reais que só existem lá.
Fomos lá para renovar o visto de trabalho do Mario na Coréia do Sul, então, depois de cumpridas as obrigações, enquanto aguardávamos o visto, fomos passear. Não tanto quanto gostaríamos, já que o clima subtropical úmido naquela época é especialmente chuvoso e confesso fiquei com medo pelo volume dela. Saíamos do hotel de taxi e se o tempo permitisse voltávamos de tuc-tuc, uma espécie de motoneta com garupa pra muita gente, cujos motoristas são muito displicentes e acaba sendo uma aventura a cada corrida.
Visitamos alguns shoppings, supermercados e quando estiou, fomos pra uma feira de rua, que, aliás, é um modo excelente de vivenciar o lugar, observando e se tiver coragem, provando alguma comida ou fruta diferente. Surpresos ficamos, ao comprar um refrigerante e ele ser servido em uma sacola plástica e um canudo! Vimos uns peixes sendo preparados para serem assados temperados com feixes de capim cidreira que saíam pela boca do bicho e empanados de sal; e compramos uns bolinhos que pareciam apetitosos, se chamam samosas e é uma espécie de pastel recheado de batata e especiarias e que confirmaram nossa impressão.
A chuva nos espantou e então voltamos para o hotel, descansamos e resolvemos jantar ali mesmo. A comida tailandesa é exuberante, muito temperada e abusa do capim limão e especiarias de modo positivo. A sopa com cogumelos e frango com curry verde estava temperada com pimenta nível médio e deliciosa; logo veio um sorbet de capim limão pra limpar o paladar antes do prato principal. O peixe foi frito e servido com molho de tamarindo, estava espetacular! E finalizamos com frutas da estação como sobremesa.
Um pouco antes de encerrar o jantar, nos pediram se gostaríamos de assistir uma apresentação de danças típicas, ao que agradecemos dizendo sim, olhem que oportunidade inesperada! E assistimos encantados aos diversos números e até dançamos no palco, quando convidados pelos artistas.
No último número, já acomodados à mesa, vimos duas pessoas que pareciam flutuar no palco. À primeira vista, pareciam ser duas bailarinas, extremamente delicadas em seus movimentos e com graciosidade no dançar. Mario comentou como o número era agradável e as dançarinas lindas, e eu comentei com ele que uma delas podia não ser exatamente uma menina. Ele não acreditou na informação inicialmente, então expliquei o costume do país e falei pra observar o tamanho do pé e o pomo de Adão pronunciado. Acabamos por fazer uma foto de lembrança onde podemos observar que o pé do artista é quase do mesmo tamanho que o do Mario, que não é pequeno! Tenho certeza que ele ficou surpreso com a revelação!
Definitivamente a viagem à Tailândia foi enriquecedora. Quanto agregou à nossa vida em termos culinários, sabores e aromas, em entender a vida cotidiana deles e suas mazelas e alegrias. Um povo extremamente acolhedor, que serve aos visitantes o que tem de melhor, e cujos costumes cabe somente a eles entender, e a nós aceitar. Nós só fomos buscar o visto, saímos com muito mais.
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