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EDUCAÇÃO JUDAICA DE ANUSSIM PARA ANUSSIM

22-01-2020 - Anussim Brasil

"Desta forma, mesmo que cresçam, não esquecerão que foram apresentadas ao Eterno"

Sabe-se atualmente, através da psicologia moderna, que mesmo ainda estando no ventre materno, o bebê ouve, sente e absorve coisas do exterior e que marcarão sua vida para sempre. É dever dos pais, guiar a criança para caminhos que futuramente a ajudarão tornar-se uma pessoa de boa índole, com integridade e caráter inabaláveis. Infelizmente, por termos sido dispersos pelo mundo, somos obrigados a fazer parte de escolas oferecidas pelo governo e não termos um lugar próprio, onde crianças, jovens e adultos possam observar os princípios da Torah.

No artigo anterior citei vários problemas recorrentes na escola oferecida pelo governo e que nos deixa um pouco temerosos em relação ao futuro dos nossos descendentes. Por outro lado, há escolas particulares de nível mais elevado, porém com ideologias diferentes das nossas. Então a questão é a seguinte: como educar nossos filhos? Colocando-os nas escolas citadas, porém “educando-os” dentro dos ensinamentos da Torá. Nem sempre encontraremos nas escolas diretores que servem de exemplo, promovendo uma atmosfera agradável ou tolerante com o “diferente”.

Poucas são as escolas judaicas encontradas. Para este artigo pesquisamos várias e nenhuma expõe o currículo de matérias a serem aprendidas, mas dizem aceitar qualquer criança, não importando religião, classe, raça etc. Entretanto, deixam claro que o estudo religioso é direcionado para o Judaísmo. Para os pequenos é um desafio aprender Torah,  levando em conta o entendimento limitado, mas também desde a mais tenra idade, se faz necessário que os pais, ensine-os. Pesquisando sobre as escolas brasileiras judaicas, encontramos o Colégio Israelita Brasileiro de Porto Alegre , a Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann de Curitiba , a Escola Eliezer Steinbarg Max Nordau do Rio de Janeiro, que se definem como escolas judaicas pluralistas do Brasil. Estes colégios aceitam não-judeus, mas nas entrelinhas, pode-se entender que para eles,  Bnei Anussim é um híbrido miscigenado e/ou mesmo outras pessoas que pretendem colocar seus filhos para estudar em tais instituições, como escrevem em seu  Manifesto de fundação das redes de escolas judaicas pluralistas do Brasil - “Por compartilhar de perspectivas e valores próximos sobre educação e judaísmo, pela crença comum de que o pluralismo não se dá pela expressão da tolerância em relação à diferença, mas pelo reconhecimento da importância da diversidade...” pg. 01.

Deixam claro que, ao estudar nessas instituições, as pessoas não se tornam judias. Apenas são “contempladas” em estudar nestes locais. Como vimos anteriormente, não se têm acesso às disciplinas que são administradas nestes estabelecimentos educacionais, a não ser o fato de que, devem cumprir algumas exigências do MEC (Ministério da Educação e Cultura), conseguimos acesso as atividades extra curriculares do Colégio Israelita Brasileiro por exemplo, que contém uma gama de disciplinas interessantes. São disponibilizadas aos alunos: informática, aulas de esgrima, inglês, judô, futsal, teatro entre outros. Resumindo, para nós Anussim resta a obrigação dos pais, cujo local de residência não exista escola judaica, ensinar seus filhos a educação judaica, ensinando-lhes costumes, comidas, rezas e outros.

Não se pode dispensar a atenção dos progenitores neste caso. Desta forma, mesmo que cresçam, não esquecerão que foram apresentadas ao Eterno. A escola torna-se apenas um complemento das matérias ditas “obrigatórias” que servirão para os (as) futuros (as) profissionais

Raquel Pereira Bittencourt

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