05-02-2020 - Anussim Brasil
"O Brasil é considerado laico, significando que todo o cidadão tem o direito de exercer, pregar e cultuar sua crença, sem que haja discriminação por isso."
Como disse anteriormente, somos um País dos miscigenados. Temos índios, italianos, portugueses, espanhóis, judeus, negros, alemães e muitos outros. A discriminação no Brasil tem um preconceito arraigado contra negros e indígenas. Têm seus direitos cerceados, vivendo em situações de constrangimento e inferioridade. Além dos aspectos raciais, temos também o desrespeito com algumas religiões e cultos. Dissemina-se entre os discriminados o medo. Medo de ser rotulado como esquisito estranho e ameaçador. Por outro lado, o que discrimina se afasta, sente repulsa e não quer se aproximar daquilo que não sabe lidar. Às vezes agride, desdenha e não quer se juntar ao grupo de “perdedores”. O papel da escola justamente é agregar, explicar e não discriminar.
Outro indivíduo que sofre discriminação é a mulher. Apesar de majoritário, se torna minoritário. Nossa sociedade ainda machista desvaloriza a intelectualidade feminina, mesmo que muitas ocupem postos políticos, acadêmicos e gerenciais. Os meninos brincam na escola de futebol, enquanto que as meninas farão a parte artística. Não fosse pelo uniforme, provavelmente os meninos estariam de azul e as meninas de rosa. É também sabido que a maioria dos (as) professores (as) são mulheres e diretores homens. No refeitório do colégio, não há homens, mas monitorando os alunos. Portanto, é outro tipo velado de preconceito.
Atualmente também fala-se muito em identidade de gênero e muitos consideram como falha na educação recebida em casa, fraqueza de caráter, enfim uma doença “demoníaca”. Não cabe a escola investigar e nem incentivar tal atitude. Cada indivíduo nasce com determinadas características. Não nos cabe levantar questões sobre a orientação sexual de determinado sujeito.
Religiões também são alvos de discriminação. No Brasil o desprezo e desconsideração por valores, rituais de algumas religiões, é notório, especialmente aos grupos socialmente discriminados. Neste grupo estão inseridos: O Judaísmo, religiões africanas, budismo, islamismo e espiritismo. Através da Constituição de 1988, o Brasil é considerado laico, significando que todo o cidadão tem o direito de exercer, pregar e cultuar sua crença, sem que haja discriminação por isso. Entretanto, o que se vê no nosso cotidiano, por conta da discriminação é que se testemunha cenas de violência, perseguição, chegando ao cumulo de agressão com a morte.
Indígenas também têm problemas de adaptação na sociedade, pois a sua alimentação, língua e divindades, são diferentes. Eles se misturaram com o “homem branco” portanto, adquiriram costumes ditos civilizados. Já não são mais os que andam nus, armados com flechas e usando cocares. Neste caso a escola tem feito um esforço de chegar até eles e não eles às escolas ditas “civilizadas”. Sobre esse assunto, eu poderia escrever muitas páginas, pois foi minha dissertação de mestrado. Mas me limitarei aqui, trazendo no nosso próximo encontro, as diversas situações que professores e alunos têm que enfrentar, dentro do ambiente educacional. Assim, espero que os leitores consigam enxergar além do horizonte da educação, muito mais, o que é a educação em si em todos os níveis do conhecimento.
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