12-02-2020 - Anussim Brasil
"Os educadores por sua vez, devem transformar essa visão negativa de exclusões sociais. Não é porque o aluno filho de pessoa que cometeu delito, irá traçar o mesmo destino que seu precursor."
Continuaremos neste artigo, os assuntos que estávamos estudando, sobre preconceito na escola. No anterior, como último item sobre os indígenas. Então agora vamos aos mais pobres. Mesmo em escolas públicas, há discriminação, estes são vistos como inferiores, embora seja a maioria. Esses “inferiores” são os que não possuem roupas de grife, mochilas e materiais escolares bons, telefones celulares de melhor qualidade e que moram em casas humildes ou mesmo em favelas. Alguns mesmos morando em favelas, consideram-se superiores com atitudes provocativas, fazendo-se passar por personagem fora da sua realidade, talvez para esconder sua condição ao invés de lhe servir de superação. Muito positivo haver nas escolas uniformes, mas mesmo assim, pode-se identificar a condição sócio econômica de uma pessoa, através de seus hábitos culturais, vocabulário, práticas familiares assim por diante. Isso faz com que a discriminação, se concretize. Há casos de alunos que não tem crédito na comunidade escolar, porque seus pais vivenciaram situações relacionadas a crimes, violência, prisões e outros.
Os educadores por sua vez, devem transformar essa visão negativa de exclusões sociais. Não é porque o aluno filho de pessoa que cometeu delito, irá traçar o mesmo destino que seu precursor. Este estudante inclusive pode através de seu esforço, mostrar que tem caráter, capacidade e sujeito de direito. No Brasil também ocorre um fator relativamente novo, que é a presença de cidadãos ou estudantes com diversas opções de gêneros. Há em sala de aula, alunas lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros. Alguns inclusive são criados por casais em união homoafetivos. Discriminados, enfrentam problemas de discussões e deliberações em reuniões de pais e mestres, convivência na escola e outros. Os professores deverão trata-los de forma igualitária, neutra e educada, independente de seus valores religiosos, culturais ou opção de gênero. Também temos a questão dos “estrangeiros” àqueles que buscaram asilo no Brasil. Essas crianças e/ou jovens, enfrentam muitas vezes descrença por parte da escola, por virem de locais poucos favorecidos economicamente. Para eles os problemas começam no idioma, cultura, alimentação e muito outros obstáculos que terão de transpor, mais que um aluno brasileiro discriminado. Além é claro de que alguns dos pais, serem submetidos a trabalho escravo, colocando assim sua família, em uma condição mais vulnerável à discriminação. É preciso aprender com eles também. É isso que o (a) educador (a) deve repassar em sala de aula. Estudantes com deficiência também são alvo de discriminação. Haviam escolas especiais, dependendo da deficiência, mas a partir de 2016, houve a criação da Educação Inclusiva, assegurando que estes fizessem parte da escola, como outro aluno qualquer e este sim, é um grande desafio para o (a) professor (a). É uma tarefa complexa, mas que deverá ser trabalhada pelo (a) educador (a), verificando as necessidades do aluno em questão e propiciando um melhor condicionamento, a fim de que este, possa acompanhar os demais colegas. Algumas escolas fazem gincanas ou similares, vendando os alunos, fazendo-os usar aparelhos auriculares de segurança etc., para que possam “sentir na pele” o que é ser deficiente. Enfim, nesta questão ainda há muito o que se discutir e muito a se aprender.
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