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PRAIA

13-02-2020 - Anussim Brasil

O LUGAR MAIS DEMOCRÁTICO POSSÍVEL.

Na semana passada, graças a D’us, tive a oportunidade de descasar na praia por cinco dias, o que trouxe à memoria os hábitos do povo coreano no quesito verão na praia.
Lá a "Summer Season" ou estação do verão no papel é mais rígida que a estação do ano.   Começa e termina em data estabelecida pelas autoridades e fora dela é difícil encontrar pessoa na praia até mesmo para uma simples caminhada.
Durante o período de verão eles montam toda infraestrutura nas praias para oferecer conforto e comodidade. São restaurantes, quiosques de bebidas, barracas de aluguel de guarda sol, cadeira e boias, muitas, coloridas e gigantes boias.
Assim como no Brasil, eles buscam praia pra diversão, mas de forma diversa.  Acampam na areia, usam colchões infláveis e as boias para ficar flutuando no mar, comem, bebem, fazem churrasco à moda deles, confraternizam e ao sair deixam tudo limpo.
Outro fator que chama a atenção é que eles não vão a praia para se bronzear. Pele queimada do sol, além de aumentar o risco de câncer de pele, fator que eles temem, pele bronzeada é sinal de que a pessoa trabalha ao ar livre, o que para sociedade deles denota certo grau de inferioridade. A sociedade coreana prefere pessoas de pele clara, tanto que a maioria dos produtos de beleza contém agentes clareadores.
Os trajes de banho deles são geralmente compostos de calças e camisetas compridas confeccionadas em material com filtro solar. São coloridas e combinam com os chapéus de pano com abas largas.  Muitos ainda levam guarda-sóis pra dentro do mar, junto com as boias a fim de ampliar a proteção.
O grupo de brasileiras que foi à praia coreana com hábitos brasileiros acabou sendo noticia no telejornal local, que destacou a presença de estrangeiros e pensando mais detalhadamente nas imagens, os trajes que destoavam dos nativos.
Também fomos nós brasileiras as desafiar as datas de inicio e fim da estação de veraneio.  Fomos à praia com nossos guarda-sóis e esteiras no dia seguinte ao encerramento, já que o sol não foi avisado do final da estação de verão e apareceu com força.
Foram dias interessantes e de entender a forma de pensar e agir dos nativos e suas prioridades, mas ficou o entendimento que a praia é o lugar mais democrático possível, aonde pessoas de todos os tipos, idades, costumes, cores, crenças e cultura renovam suas energias no verão e o estoque de vitamina D, tanto lá como aqui.

Leandra Barbieri

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