04-03-2020 - Anussim Brasil
E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea criou-os. Deus os abençoou e lhes disse: "Frutificai e multiplicai,e enchei a terra e subjugai-a, e dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam pela terra". (Bereshit) Gênesis 1:27-28
Vivemos em uma época completamente sem parâmetros, sem a rigidez que costumeiramente havia em tempos não tão longínquos, na educação dos filhos. Em tempos atuais, namorar não é apenas conhecer a pessoa com quem se relaciona afetivamente. Significa um relacionamento entre namoro e casamento. Em outros tempos chamaríamos de concubinato. É um início da vida sexual precoce. Entretanto, uma liberação muito grande nesse setor, aconteceu com o advento da pílula, pois através dela, as mulheres podem controlar, quando e se querem engravidar. Contudo, não é bem assim o que ocorre no cotidiano. Vemos nas escolas, garotas de 15 e às vezes de até menos idade, grávidas, que não são casadas, sem estrutura para educar a si mesma quanto mais a um filho. Geralmente, arrumam parceiros de idade próxima da delas, que ainda está estudando e que não tem trabalho fixo. Se assumirem juntos a gravidez, menos mal, mas na maioria dos casos, há mais mães solteiras, do que casamentos. O que acontece depois disso? A menina acaba se afastando do colégio para encontrar um emprego, deixa o filho para a avó cuidar ou em creche e a adulta precoce terá que sustentar o bebê. Isso quando não coloca sua vida em risco e tenta um aborto. Porém, alguns adolescentes não correm o risco apenas de “engravidarem”, senão adquirir doenças sexualmente transmissíveis (DST) e AIDS.
No Judaísmo, um judeu deve canalizar seu potencial para ações positivas. O costume do povo judeu - do rapaz e da moça judia é esperar ter intimidade após o casamento, com as bênçãos de Hashem. O sexo em si, vai além da entrega corporal entre ambos, há uma dimensão muito mais significativa neste relacionamento. Claro que é dificultoso para ambos, pois como descrevemos no parágrafo anterior, os costumes mudaram muito com o passar dos tempos e com a liberação feminina. Houve também a dispersão dos judeus para vários países, com diversas culturas diferentes da sua. Hoje em dia dificilmente um jovem de 17 anos ainda não teve intimidade com alguém. Com certa reserva, às vezes as meninas com essa idade, possam ainda ser virgens. Mas espera-se que esses jovens judeus e judias encontrem seus companheiros dentro do convívio da Sinagoga, para que realmente consigam preservar-se para seu futuro esposo (a). No casamento judeu, a mulher não usa joias e usa um véu e o homem não tem nada em seus bolsos. Simboliza que mesmo não tendo nada (independente de seus status real) naquele momento , o que importa é o compromisso assumido perante a comunidade. Ou seja “você pode não ter nada, mas estarei ao seu lado para sempre.” É um compromisso sério, que muitas vezes os parceiros ficarão em dúvida sobre se dará certo ou não. Mas colocando O Eterno em primeiro lugar e esforçando-se para alimentar este relacionamento todos os dias, obterão sucesso. E naturalmente, preservarão a intimidade apenas para aquela pessoa.
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