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O TEMPO E O VENTO

10-03-2020 - Anussim Brasil

"Tudo vem para o bem e assim, segue a má notícia, que se torna a melhor de todas"

Esse belíssimo livro do grande escritor gaúcho Erico Veríssimo, O Tempo e o Vento, nos fala muito às nossas realidades. O Tempo e Vento aos quais me refiro, são aqueles fenômenos sob o domínio do Eterno e sobre os quais não temos qualquer forma de controlar as suas passagens. É sobre aquele tempo que passa de modo igual para cada um de nós e, caso não usemos o nosso domínio, e façamos bom proveito dele, será como as palavras soltas e que, de forma incontrolável, do mesmo modo que o tempo, eles são presas do vento que as leva de nós.

O fato de que o tempo é relativo, aplica-se apenas à física das imensas massas estelares e das velocidades próximas à da luz o que no nosso caso, por óbvio, não se aplica. Para nós e para todas as nossas referências, o tempo, assim como os valores morais e éticos, a despeito de quem teima em dizer o contrário, são absolutos, palpáveis e confiáveis como referência sobre as quais podemos basear os nossos fundamentos de vida. Não somos o Eterno, bendito seja o Seu Santo Nome e assim, nos limitando ao nosso mundo real, mortal e finito, vamos seguir o nosso caminho, do modo como nos permitam as nossas capacidades. Assim, dentro dessas competências e limitações, devemos aprender a encilhar e montar esse cavalo xucro que é o tempo, aproveitando-nos dele da melhor forma e do melhor modo.

A vida nos ensina que diversos são os inimigos do aproveitamento do nosso tempo e, como uma sela frouxa do cavalo encilhado do nosso tempo, a cada dia aparecem novos desses inimigos. Talvez o maior deles seja a desorganização, que pode ocorrer em dois diferentes campos:

O físico, quando obrigações, trabalhos e ações que devemos tomar, são conduzidas e feitas sem prioridade, ou pior abandonadas como se, ao contrário de como funciona a natureza que, de modo claro, nos mostra que tudo o que for deixado sem atenção só tende a de degradar. A própria natureza nos prova que, nada se resolve por si só, mas apenas se degrada, quando abandonado.

E o mental que é o outro desses inimigos, que somos nós mesmos. Na realidade é a nossa própria mente, a causa daquele primeiro, que foi descrito acima. Quanto a isso, quando aprendemos a dedicar a nós mesmos tanto a nossa própria atenção, quanto o fazer o bem e ao nos dar respeito, essas auto – sabotagens serão minimizadas, passando nós a nos fazer o bem, e não o mal.

Tudo vem para o bem e assim, segue a má notícia, que se torna a melhor de todas: Tal como é fácil diagnosticar coisas que nos saltam aos olhos, como certas doenças, o remédio não é fácil de engolir e a cura, mais difícil ainda. Mas muitas pessoas conseguem, na maior parte das vezes, ver suas falhas e lutam com bravura e valor por se educar e por se corrigir. Muitos conseguem o sucesso, mas sempre ao custo de muita luta e sacrifícios internos. Jamais esqueçamos que luta e o sacrifício, são os exercícios que nos fortalecem o espírito e nos reparam para a vitória.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso.

Benyamin Zait

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