06-04-2020 - Anussim Brasil
Nenhum profissional é melhor ou pior por conta da deficiência. ?O que acontece muitas vezes é que o profissional com deficiência não recebe condições de trabalho compatíveis com as suas necessidades".
Existem 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, o equivalente a 15\% da população global. Cerca de 80\% delas estão em idade de trabalho. No Brasil, de acordo com o IBGE (2015), 6,2\% da população tem algum tipo de deficiência estas mesmo com preparo cultural adequado, sofrem de um tipo de isolamento permanente, que é a falta de acessibilidade e inclusão no mercado de trabalho. O Médico do Trabalho é um dos principais protagonistas do processo de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, por deter o conhecimento das atividades laborais e das condições humanas.
“É atribuição deste profissional a realização da avaliação de capacidade laborativa de qualquer trabalhador, tendo ele algum tipo de deficiência ou não. Quando um Médico do Trabalho atesta a aptidão de um candidato com deficiência à uma determinada função, ele corrobora a viabilidade da execução da tarefa, ao passo que se ele o considera inapto, por falta de informação ou preconceito, ele segrega definitivamente”.
Ainda é forte a associação indevida entre determinados tipos de deficiência e atividades profissionais, mesmo nos setores de recursos humanos das grandes empresas. Enquanto a área de RH das empresas tende a ver a contratação de pessoas com deficiência como mais difícil, apontando como problema principalmente a falta de profissionais qualificados disponíveis, especialistas criticam a predisposição de muitas delas de oferecer apenas vagas operacionais para esse público. “Na maioria das vezes, a deficiência é associada erroneamente a incapacidade pelos empregadores. A melhor forma de mostrar que isso não é verdade é com a mudança cultural, demonstrando cada vez mais casos de sucesso”.
No site de empregos Vagas.com, 69\% das vagas para pessoas com deficiência são para cargos de auxiliar – a porcentagem de anúncios para esse tipo de vaga cai para 32\% no restante das vagas. O tamanho da diferença não equivale à formação dos candidatos cadastrados. Entre os com deficiência, 48\% tem ensino superior, contra 53\% dos candidatos sem deficiência com essa formação.
Nenhum profissional é melhor ou pior por conta da deficiência. “O que acontece muitas vezes é que o profissional com deficiência não recebe condições de trabalho compatíveis com as suas necessidades, sendo o profissional correto na vaga errada, ou seja, uma situação que pode acontecer com qualquer candidato”.
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