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O MEDO

07-04-2020 - Anussim Brasil

?O medo é natural e precisamos dele pra viver. O problema acontece quando temos medo do medo.?

Uma pessoa, a qual tenho um grande respeito e admiração pelo seu saber e capacidade de bem transmitir isso, certa vez me disse: “O medo é natural e precisamos dele pra viver. O problema acontece quando temos medo do medo.” E ele esteve sempre certo. Imagine uma pessoa destemida, enfrentado um leão na selva africana, acreditando que a sua ação destemida, fará o animal fugir com medo dele; ou inda alguém que se meta a atravessar uma avenida larga e movimentada, acreditando que os motoristas irão vê-lo e desviar, por ser a obrigação deles. Pois é, esse tipo de ação lembra muito o tipo de ação de algum suicida inconsciente em potencial.

Já o medo do medo, é algo bem diferente. Acontece com aquelas pessoas que por se sentirem tão incomodadas com o sentimento do medo, evitam tudo o que possa lhes trazer esse sentimento à tona. Acabam por serem pessoas tímidas e que se afastam de qualquer atividade que possa trazer algum tipo de alegria ou mesmo emoção. O pavor de ter de volta aquele sentimento de temor os afasta de tudo e de todos. Não saem de casa pelo medo de serem atropelados. Não vão a um cinema, com medo de espaços escuros, Não vão à praia, com medo de se afogar ou de tubarão. Muitas vezes desenvolvem medos tão grandes e tão intensos como, por exemplo, um medo de morrer tão apavorante, que preferem morrer a continuar sentindo aquele medo. Na real, o que sentem, é o medo de viver.

O bem viver se encontra centralizado e equilibrado, justamente onde convergem esses dois sentimentos que, aparentemente antagônicos, ao fim e ao cabo, são apenas as duas faces da mesma moeda. Como se diz com sabedoria, “nem tanto à terra, nem tanto ao mar.” Esses dois sentimentos conflituosos se encontram nessa moeda, que somos nós mesmos. Nós somos esse metal cunhado e de grande valor, que equilibra a nossa vida nessa gangorra dos sentimentos de medos, dores, prazeres e regozijos.

Como resolver esse dilema? Quem tem medo descontrolado de morrer, terá então por consequência, o medo de viver. Quem age com destemor arriscando-se a cada curva e a cada momento, também apresenta um medo, que é um grande medo de morrer que, quanto maior for ele, maior será a injeção de adrenalina no seu corpo ao correr os riscos. Cabe a cada um de nós desenvolvermos a capacidade de controlar em nós mesmos suportar, tanto a dor do medo, quanto ao regozijo das ações temerárias, produtoras de adrenalina.

Conscientes dos riscos aos quais nos expomos, vamos analisar friamente, como o metal cunhado da consciência do nosso valor. A nossa consciência é também a balança do nosso equilíbrio. O medo tem obrigatoriamente, de ter o mesmo peso da coragem ou não estaremos equilibrados: de “Equi”, de igualdade e “líbrio”, de pesos, ou seja, em equilíbrio. Quando o medo é saudável, podemos, por exemplo, ir à praia, sem medo de tubarão onde não hajam tubarões, ou passear em uma picada aberta de modo seguro, no meio de uma floresta ou mesmo, para aqueles que gostem, experimentar uma montanha russa, ou participar de uma expedição de mergulho submarino, ou mesmo até de um voo de asa delta. Tais experiências, com a sua devida dose de adrenalina nos dão enorme sensação de autoconfiança, que em muito nos eleva o espírito.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso.
 

Benyamin Zait

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