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AGRESSÃO CONTRA A MULHER DENTRO E FORA DA ESCOLA

23-04-2020 - Anussim Brasil

A esposa trabalhava em casa, com vários filhos, era então a ?alfa? da matilha

Há várias maneiras de agressão contra a mulher e podemos citar ao menos treze: Preconceito em determinadas carreiras, diferença salarial entre os gêneros, não-respeito direito à licença-maternidade, discriminação no modo de vestimenta, discriminação na orientação sexual, violação da privacidade, injúria, perseguição e ameaça, imposição de pensamento, fazer a pessoa ser culpada pelo que não é, condutas que causam diminuição da autoestima, não respeitar dizer “não” e não respeitar as diferenças. Professoras vítimas de alunos sempre foram manchetes de jornais, no ambiente do trabalho, na faculdade e ao contrário, a mulher como aluna de professores, que se acham no direito de importuna-las. A lei protege a mulher que se sentir agredida fisicamente, que deixam marcas e também daquelas morais, limitando seu direito como cidadã.
Escutei esses dias uma pessoa citando um velho ditado, que diz “Entre briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Bem, esse dito é muito antigo para nossos dias. Aliás, muitas coisas que são aplicadas atualmente para as mulheres são antigas, por conta do machismo, que sempre reinou e reina em nosso País. Entretanto, se houver violência contra a mulher, as pessoas não devem... como tem obrigação de “meter a colher”. A mulher fica totalmente a mercê do seu agressor, sem que haja uma reação da parte de quem presencia tal cena? Há de se convir que, jamais pais que amam seus filhos, gostariam de ver uma filha sendo espancada ou mesmo sofrendo pressão psicológica pelo companheiro. Embora ao pensarmos em agressão, venham a nossa mente socos, chutes e tapas, há aquela que é feita através de atitudes, manipulação e palavras. É um abuso grave, que pode ser considerada tortura psicológica pela Lei Maria da Penha.
Com o evento da pandemia do COVID-19, surgiram mais casos de violência doméstica. Geralmente o casal trabalha fora (pois até isso mudou em nossos dias) e quando são forçados ao isolamento familiar, começam a ter problemas, porque não se conhecem totalmente e precisam conviver juntamente com seus filhos, no mesmo ambiente. Conheço casais, em que o marido estava sempre viajando e não parava muito em casa, pois o trabalho assim o exigia. A esposa trabalhava em casa, com vários filhos, era então a “alfa” da matilha. Entretanto, o marido teve seu salário reduzido para ficar em sua residência, com isso a esposa se sentiu ultrajada por “perder” a sua hierarquia na família e também por baixar o padrão com o corte salarial do esposo. Também conheço casais, que a esposa perdeu o emprego e por conta disso, o marido “se sentiu ofendido” em ter que assumir todas as contas e compromissos da casa. Resultado: brigas, gritos e os filhos no meio, sem saber para qual lado correr.
Nós lemos em Gênesis, que o homem ganharia o pão com suor do rosto e a mulher teria filhos com dores. Mas atualmente, os dois ganham o pão de cada dia e nem sempre a mulher necessita ter dor para o nascimento do filho. Estão esperando um mundo novo quando a pandemia acabar? É engraçado isso. O mundo mudou lentamente e ninguém se deu conta disso. Mas quando as coisas são rápidas como aconteceu com este vírus. Todos se perguntam como será o dia seguinte. Quem sabe o dia seguinte seja de mais convivência com o ser humano, independente sexo, de raça, cor ou partido político. A esperança seria um mundo menos violento para todos e todas e que a humanidade parasse com as guerras, com as desigualdades e com as discriminações. Que pudessem conviver pacificamente sem imposições e que Hashem nos desse a Shalom, que tanto buscamos.

 

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