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AUDIÇÃO

11-05-2020 - Anussim Brasil

Em caso de disfunção temporária, é possível tratar uma perda auditiva condutiva com cirurgia e/ou medicação.

Outro importante sistema dos sentidos humanos é a audição que complementa com a visão e o tato nossa orientação espacial e equilíbrio para nos locomovermos pelo planeta, este sentido se compõe em quatro partes, as estruturas de captação do som orelha e conduto auditivo externo, ouvido interno estruturas que trabalham o som e transmitem, para as vias neurais e estas ao cérebro que interpretam os sons identificando a fonte emissora, o som também pode ser transmitido por via óssea(vibrações) não com tanta qualidade diretamente ao cérebro. Temos também comunicação aérea, da faringe até o ouvido interno (Tompa de Eustáquio), permitindo ter uma pressão positiva neste local e mantendo as estruturas deste, funcionais, sempre que houver uma situação impeditiva desta funcionalidade anatômica teremos as patologias específicas do aparelho auditivo.
Perda auditiva condutiva
Ocorre quando há alguma interferência na transmissão sonora da orelha até o ouvido interno. O acúmulo de cera, perfuração no tímpano, infecções no canal do ouvido interno, entre outros fatores podem desencadear o problema. Geralmente, a perda auditiva condutiva é temporária, mas de qualquer forma precisa de atendimento médico otorrinolaringologista para avaliar o melhor tratamento e evitar que se torne irreversível. Fonoaudiólogos (as) realizam o tratamento para você poder ouvir com clareza os sons naturais.
Mais especificamente, uma perda auditiva condutiva ocorre quando a orelha ou ouvido médio sofreu uma lesão ou não funciona apropriadamente. Consequentemente, as ondas sonoras não são transportadas ao ouvido interno. Em caso de disfunção temporária, é possível tratar uma perda auditiva condutiva com cirurgia e/ou medicação.
Causas comuns de perda auditiva condutiva
· Lesão no ouvido externo;
· Bloqueio do canal auditivo devido à cerúmen ou outros pequenos objetos como alimento, sangue ou insetos;
· Infecções no ouvido externo ou médio, geralmente com supuração;
· Perfuração da membrana timpânica;
· Deformidades congênitas (por exemplo, Síndrome de Down, Síndrome de Franceschetti ou Treacher-Collins ou Acondroplasia (Dwarfism). No audiograma (audiometria e outros) é possível ver uma perda auditiva condutiva. Neste exemplo, o ouvido interno funciona normalmente. No entanto, algo inibe o som de ser propagado da orelha, ouvido médio até o ouvido interno.
Dependendo do diagnóstico geral, a amplificação necessária normalmente é provida por · Aparelhos auditivos convencionais discretos e fáceis de utilizar é o tipo de aparelho auditivo
· Algumas vezes não será possível devido a inflamações crônicas, supuração e displasia do canal auditivo/orelha externa)
· Aparelhos auditivos por condução óssea: caixa de um aparelho auditivo próximo à orelha (retroauricular) com um transdutor ósseo para vibração, posicionado na cabeça do paciente
· Aparelhos auditivos ósseos implantados: um aparelho auditivo transdutor ósseo vibrátil é fixado no crânio através de parafuso implantado cirurgicamente atrás da orelha
Perda auditiva neurossensorial
Nossos ouvidos também possuem cílios, conhecidos como células ciliadas da cóclea, estas são células nervosas. No decorrer da vida, perdemos parte destes cílios, o que deixa a nossa audição mais fragilizada. Entretanto, não é apenas a idade que desencadeia a perda auditiva sensorioneural, ficar exposto a sons e ruídos muito altos por longos períodos de tempo, além de doenças, como caxumba, meningite, doença de ménière, uso constante de alguns medicamentos e até fatores genéticos podem desencadear a perda auditiva. Inclusive as gestantes precisam tomar cuidado com algumas doenças, como a rubéola, por exemplo, que pode ocasionar em perda auditiva do bebê ainda na gravidez.
Infelizmente, este tipo de perda auditiva não tem cura. Entretanto, o uso de aparelhos auditivos é uma solução para quem sofre com o problema. Nossos fonoaudiólogos (as) realizam o tratamento para você poder ouvir com clareza os sons naturais.
A perda auditiva neurossensorial é um dos tipos de perda auditiva mais comuns de deficiência auditiva. Mais especificamente, ela se origina na orelha interna ou ao longo das vias neurais. Geralmente o dano ocorre no ouvido interno (cóclea). Neste caso, as células ciliadas da cóclea são danificadas e não conseguem transmitir impulsos elétricos ao cérebro. A perda auditiva sensório-neural pode ser tanto congênita (de nascimento) ou adquirida após o nascimento.
Causas congênitas mais comuns
· Fatores hereditários;· Infecções virais;· Prematuridade;· Traumas no momento do nascimento, como anóxia;· Causas adquiridas mais comuns incluem
· Ingestão de medicamentos ototóxicos (danos ao sistema auditivo);· Exposição a ruído excessivo;· Envelhecimento;· Infecções no ouvido;· Meningite;· Encefalite;· Dano cerebral
Outras doenças
Se uma perda auditiva sensorial em frequências importantes para fala exceder valores entre 80 e 90 decibéis, é difícil entender a fala adequadamente. A razão é que ainda que a pessoa sofra de uma perda auditiva profunda, ela não considerará desconfortáveis sons extremamente altos como uma pessoa normal. O desafio neste caso é adaptar o espectro completo de fala no campo dinâmico residual dela. Se este campo é reduzido a 10 a 20 decibéis, aparelhos auditivos convencionais não fornecem amplificação suficiente.
Para estes casos o implante coclear (IC) pode ser a solução. Um implante coclear processa os sons e os transforma diretamente em impulsos elétricos. Ele substitui a função da orelha externa. Os impulsos elétricos estimulam diretamente o nervo auditivo. O processo auditivo é então desencadeado no cérebro. No entanto, para que o cérebro interprete os sons corretamente, o paciente precisa ter experiências auditivas prévias ou colocar o implante coclear nos primeiros quatro anos de vida.
Mesmo sob condições ideais, pacientes com implante coclear precisam de muito treinamento auditivo e suporte contínuo, e mesmo assim não existe garantia que o implante coclear funcionará em todo paciente.
Perda auditiva mista
Como o próprio nome diz é uma combinação dos dois tipos de perda auditiva citadas anteriormente, que são a perda auditiva condutiva e a perda auditiva neurossensorial. Suas causas também estão relacionadas às perdas auditivas condutivas ou neurossensorial. Ela afeta o ouvido, interno e externo ou médio. O tratamento varia de acordo com a origem e grau do problema, podendo ser medicamentoso, cirúrgico ou com uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares.
Quando as medidas de condução aérea e óssea são superiores a 20 decibéis e a diferença entre elas ultrapassa 15 decibéis, chamamos de perda auditiva mista. Este tipo de perda auditiva é tratado de acordo com a severidade, estruturas anatômicas e outros fatores de influência. Por esta razão, todas as soluções mencionadas nas outras categorias podem ser aplicadas aqui:
Aparelhos auditivos convencionais;
Aparelhos Auditivos por Condução Óssea;
Aparelhos Auditivos Implantáveis (BAHA);
Implante coclear (IC).
Perda Auditiva Neural
Este tipo de perda auditiva atinge especificamente o nervo auditivo. Ela é percebida na dificuldade da compreensão das informações sonoras e ocorre por conta de uma alteração no mecanismo de processamento de informações no tronco cerebral, ou seja, envolve o Sistema Nervoso Central. Além de irreversível, nestes casos os aparelhos e implantes cocleares podem ter um benefício limitado, porque as informações sonoras do nervo não conseguem ser transmitidas até o cérebro. Uma solução, mas que deve ser avaliada caso a caso, é um procedimento cirúrgico para a colocação do Implante Auditivo de Tronco Cerebral (ABI), que se trata do primeiro equipamento feito para que o som chegue ao tronco cerebral sem ter que utilizar da cóclea e do nervo auditivo.

 

Dr. Telmo Bittencourt

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