01-06-2020 - Anussim Brasil
Os transtornos dissociativos incluem: · Sensação de desligamento de si próprio e/ou do ambiente (transtorno de despersonalização/desrealização) ·
Ocasionalmente, todos têm pequenos problemas para integrar suas lembranças, percepções, identidade e consciência. Por exemplo, a pessoa pode dirigir para algum lugar e depois perceber que não se lembra de como chegou lá. Ela pode não se lembrar de como chegou lá, porque estava pensando outras coisas, como preocupações pessoais, um programa de rádio ou uma conversa com um passageiro, ou simplesmente por estar sonhando acordada. Esses problemas, tratados como dissociação normal em geral não interferem nas atividades rotineiras. O transtorno de identidade dissociativa, anteriormente chamado transtorno de personalidades múltiplas, é um tipo de transtorno dissociativo caracterizado por ≥ 2 estados de personalidade (também chamados alter egos ou estados do eu ou identidades) que se alternam. O transtorno apresenta incapacidade de recordar eventos diários, informações pessoais importantes e/ou eventos traumáticos ou estressantes, todos os quais tipicamente não seriam normalmente perdidos com o esquecimento normal. A causa é quase invariavelmente trauma opressivo na infância. O diagnóstico se baseia na história, algumas vezes com hipnose ou entrevistas facilitadas por fármacos. O tratamento é psicoterapia a longo prazo, às vezes combinada com farmacoterapia para comorbidades, por depressão e/ou ansiedade.
Os transtornos dissociativos incluem: · Sensação de desligamento de si próprio e/ou do ambiente (transtorno de despersonalização/desrealização) · Ser incapaz de lembrar-se de informações pessoais importantes, normalmente relacionadas a trauma ou estresse (amnésia dissociativa) · Ter um senso fragmentado de identidade e memória (transtorno dissociativo de identidade)
· Um pequeno impacto na cabeça não consegue fazer com que a pessoa subitamente se esqueça quem é e tudo o que sabe.
Os transtornos dissociativos geralmente são desencadeados por estresse ou trauma intensos. Por exemplo, a pessoa pode ter sofrido abusos ou maus-tratos durante a infância. Ela pode ter vivenciado ou testemunhado eventos traumáticos, como acidentes ou desastres. A pessoa também pode estar sentindo um conflito interno tão insuportável que a sua mente se vê forçada a separar as informações incompatíveis ou inaceitáveis dos sentimentos que surgem do pensamento consciente. Os transtornos dissociativos estão relacionados aos transtornos relacionados a trauma e a estresse (o transtorno de estresse agudo e o transtorno de estresse pós-traumático). As pessoas com transtornos relacionados ao estresse podem ter sintomas dissociativos, como amnésia, flashbacks, entorpecimento e despersonalização/desrealização.
Diagnóstico
· Critérios clínicos
· Entrevistas detalhadas, algumas vezes com hipnose ou facilitada por fármacos.
O diagnóstico do transtorno dissociativo de identidade é clínico e baseia-se nos critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-5):
· Pacientes têm dois ou mais estados de personalidade ou identidades (perturbação da identidade), com descontinuidade substancial no sentido que têm sobre o self e sensação de controle das ações.
· Os pacientes têm lacunas na memória para eventos diários, informações pessoais importantes e eventos traumáticos—informações que tipicamente não se perderiam com o esquecimento normal.
· Os sintomas causam sofrimento significativo ou prejudicam muito o funcionamento social ou ocupacional.
Além disso, os sintomas podem não ser mais bem explicados por um outro transtorno (p. ex., crises parciais complexas, transtorno bipolar, transtorno de estresse pós-traumático, outro transtorno dissociativo), pelos efeitos da intoxicação alcoólica, por práticas culturais ou religiosas amplamente aceitas ou, em crianças, por fantasias (p. ex., um amigo imaginário).
O diagnóstico requer conhecimento sobre os fenômenos dissociativos e questões específicas sobre eles. Algumas vezes, utilizam-se entrevistas prolongadas, hipnose ou entrevistas facilitadas por fármacos (barbitúricos ou benzodiazepínicos); e pode-se solicitar ao paciente que mantenha um diário entre as visitas. Todas essas medidas envolvem uma tentativa de revelar uma alternância das identidades durante a avaliação. O médico pode tentar, ao longo do tempo, mapear as diferentes identidades e seus inter-relacionamentos. Questionários e entrevistas especialmente desenvolvidos podem ser muito úteis, sobretudo para médicos que tenham menos experiência com esse transtorno.
O médico também pode tentar manter contado direto com outras identidades pedindo que falem com a parte da mente envolvida nos comportamentos dos quais os pacientes não conseguem se lembrar ou que parecem que foram feitos por outra pessoa. Hipnose pode ajudar os médicos a acessar os estados dissociados e outras identidades do paciente e ajudar o paciente a controlar melhor as alternâncias entre os estados dissociados
Brand B, Loewenstein RJ: Does phasic trauma treatment make patients with dissociative identity disorder treatment more dissociative? J Trauma Dissociation 15 (1):52–65, 2014; publicado online: 7 Ago 2013. doi: 10.1080/15299732.2013.828150. Johnson JG, Cohen P, Kasen S, Brook JS: Dissociative disorders among adults in the community, impaired functioning, and axis I and II comorbidity. J Psychiatr Res 40 (2):131–140, 2006.
Manual MSD conteúdo jul 2017.
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