30-07-2020 - Anussim Brasil
Cada lugar tem características arquitetônicas diferentes e viajar nos dá muita oportunidade de identificar as construções e estilo de vida dos lugares.
Na Alemanha é muito comum a tradição do enxaimel nas casas branquinhas com as vigas aparentes e pintadas de cor escura; na Itália as construções em pedra também se tornaram uma característica daquele país, além da suntuosidade e beleza dos prédios públicos italianos, construídos em mármore que representam a maneira de viver daquele povo. No Japão as casas antigamente eram construídas em madeira e papel. Sim as portas das casas japonesas tradicionalmente eram confeccionadas em papel, nem por isso deixavam de dar privacidade e abrigar os seus ocupantes. Em muitos países da África, as casas são feitas de terra e o telhado comum é sapê ou palha.
As formas construtivas dependem dos materiais disponíveis. São eles que ditam a arquitetura do local. No México as casas de adobe são muito tradicionais; nos Estados Unidos a maioria das casas é construída em madeira ou drywall. A típica construção de tijolo e cimento é comum aqui no nosso Brasil,e ainda assim é diferente entre as regiões deste imenso país.
Uma das motivações dos viajantes, é conhecer esses diferentes estilos arquitetônicos e formas de construção, para o aprendizado de novas técnicas ou simplesmente curiosidade. Quando nós estávamos por construir a nossa casa, pesquisamos ideias na internet, mas buscamos também muito nas nossas memórias de viagem, sobre locais e técnicas construtivas que poderiam ser úteis. Queríamos incluir na nossa casa brasileira, um sistema de aquecimento no piso comum na Noruega, mas não conseguimos devido ao preço. Lá todas as casas têm e o preço é bem acessível por conta da demanda, aqui não tem no mercado e ficou inviável, porque teríamos que importar e se tornou proibitivo pelo custo. Não que no Brasil não faça frio, aqui no sul do país onde vivemos é muito frio no inverno, mas não há a cultura deste tipo de sistema de aquecimento no chão das casas.
Outra coisa que eu vi na Coreia do Sul, e quis trazer para minha casa no Brasil, mas não consegui porque aqui em Ponta Grossa ninguém conhece, foi o tampo da pia em madeira. Eu não consegui encontrar aqui na cidade, alguém que reproduzisse aquele tampo, com o mesmo produto de impermeabilização ou daquela forma com que eu tinha lá. Novamente fiquei sem o tampo de madeira.
Viajar faz com que ampliemos os nossos horizontes. Quando visitamos outros lugares, conhecemos hábitos e produtos que podemos querer ter ou tentar reproduzir, para facilitar a nossa vida aonde quer que a gente esteja. As particularidades das culturas que se pode conhecer quando se viaja, enriquecem a nossa vida e de uma maneira ou de outra, podemos aprender muito e trazer todo esse aprendizado para melhorar a nossa existência.