18-08-2020 - Anussim Brasil
Durante a nossa convivência matrimonial, a vida nos impõe um sentimento mútuo, sentir o mesmo que o outro sente.
No artigo último da semana passada, deixamos Isaque e Rebeca com suas orações respondidas. Mas o que ocorreu depois, nos dá a entender, de que havia entre eles uma harmonia que, para nós é um exemplo. Vamos então, explorar este tema.
Durante a nossa convivência matrimonial, a vida nos impõe um sentimento mútuo, sentir o mesmo que o outro sente. Certo casal chegou no médico e disse: “Nos estamos com dor no pé”. No entanto quem estava com dor no pé, era ela. Muitas vezes acontece que a mulher esta enferma, mas para o marido parece não ser nada. Conta-se, que um indivíduo ouviu um barulho diferente no seu carro, e foi até ao mecânico e lhe disse:” estou ouvindo um barulho diferente, veja o que está acontecendo, a tarde volto, e te pago pelo serviço”. Chegou em casa, a esposa estava com um semblante caído, e ele perguntou. “Meu bem, que está acontecendo”? Estou me sentindo muito mal, (um barulho diferente), e mais que depressa falou: “toma um remedinho, quem sabe um chazinho”. Agora veremos que, com o barulho do carro- correu ao mecânico. Com o mal estar da esposa – toma um remedinho! Fazer a diferença entre o urgente e o importante, está na avaliação das coisas, e no grau de valor delas. No caso do barulho do carro, não era tão urgente; como era urgente o mal-estar de sua esposa. Estas coisas na vida conjugal acontecem, por isso, devemos ficar atentos nos detalhes, ex: observar se a esposa está cansada, e lhe ajudar nas louças, com os cuidados das crianças ou prestar auxílio onde haja necessidade urgente. É preciso ter sensibilidade, de captar a mensagem, seja de um rosto carregado ou outros sinais de alerta. Quantos forçam uma relação íntima, estando a mulher fora do clima ou indisposta, não importando se foi satisfatório ou não. Estas coisas entristecem, rebaixa a auto-estima e torna os cônjuges infeliz, ao ponto de um dizer: “Deveria ter me casado com o João ou com o Pedrinho”, e o outro,” Eu errei, devia ter me casado com a Rubbia, quem sabe com a Manuela teria dado mais certo.” Porque fazer uso dessas lamentações, se não pode dizer para ninguém. No caso de Isaque e Rebeca, ela não concebia, e ele intercedeu por longos vinte anos. Depois que concebeu veio outra luta. Isaque tinha um peso de promessa, que fora dado ao seu avô Abrahão, sua descendência seria como as estrelas nos céus e a areia do mar. Mas e agora, sua mulher era estéril. Hashem usa as pessoas de uma maneira que não entendemos o porquê, e as vezes, em sofrimento e ansiedade que causam angústias. Ele vivia muito preocupado, como seria a sua descendência; será que precisaria se casar com outra mulher para suscitar descendência? Uma coisa que não deixou de fazer nesses vinte anos de angústia, foi orar, todos os dias, ao ponto de transformar-se num homem de oração. No caso de Rebeca não ter filhos, era como uma mulher pela metade, completa ela seria, se tivesse filhos. Esses casos, era até considerado como um castigo divino. Que decepção! Será que é ele o culpado desta situação, que está com anormalidade no seu sistema físico, que não procria, em todas as suas tentativas. Então viu que a única alternativa, era apegar-se ao Eterno. Diz a narrativa Bíblica que: “E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, por ser estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. 22 E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. 23 E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. 24 E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. 25 E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú”. Nesta narrativa da Torá, além de Isaque ser um homem de oração, Rebeca também era uma mulher de oração. Tantos anos orando, a exatamente vinte anos para engravidar, agora surge um problema grave. Eram gêmeos que estavam em seu ventre, e isso se tornou em uma alegria muito grande para ela, pois a sua vergonha de esterilidade desaparecera. Entusiasmada, não via a hora de ver chegar seus bebês. Porém abençoada e com alegria infinda, estava sofrendo; pois as crianças brigavam dentro dela com soco, ponta pés, e outras modalidades, estavam usando como agressão mútua. Mas ela também se orar, e pedir que o Eterno lhe responda, o porquê de tanto sofrimento, e da alegria ter se transformado em dor; pois as crianças no seu ventre não tinham trégua em sua luta. Assim Rebeca orou, e sua oração é respondida. E o Senhor lhe disse:” Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor”. O conflito irá correr no desenrolar da vida dos dois. Além de travarem lutas no ventre, parece que Esáu saiu correndo, é como se, Jacó dissesse: “Você não me escapa, e grudou no pé do irmão. Mas quem sabe isto queria dizer: Você saiu primeiro, mais a primogenitura será minha, a Torá diz: “E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pelo; por isso chamaram o seu nome Esaú. 26 E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. A harmonia entre Isaque e Rebeca, é a grande lição de vida e oração, pois em vinte anos de sofrimento, e quase desespero, Isaque estava preocupado como a sua descendência seria igual a areia do mar, sendo sua esposa estéril. E Rebeca vivendo envergonhada pela sua esterilidade. Mas os dois não perderam a sua esperança, de que o Eterno estava no controle de tudo. Essa deve ser a coesão entre marido e mulher, seja qual for a circunstâncias, estarem juntos e amalgamado um ao outro, vencendo as óbices da vida.
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