22-09-2020 - MENORAH
Isso põe em questão a qualidade da educação atual sobre um evento histórico tão dramático para a humanidade. Essa falha grave, certamente, pode ser usada como um dado para compreender como são forjados o antissemitismo e o ódio modernos.
Uma pesquisa sobre o conhecimento e consciência sobre o Holocausto entre a geração millennials e a geração Z em 50 estados norte-americanos foi encomendada à empresa Schoen Cooperman Research pela instituição The Conference on Jewish Material Claims Against Germany (A Conferência sobre Reparações Materiais Judaicas contra a Alemanha) também conhecida como Claims Conference (Reparações Judaicas).
Ao todo, foram entrevistadas mil pessoas em os Estados Unidos (EUA) com adultos de 18 a 39 anos, entre 26 de fevereiro e 28 de março de 2020.
A pesquisa revelou que existem falhas de conhecimento por parte dessas gerações sobre o Holocausto. Isso põe em questão a qualidade da educação atual sobre um evento histórico tão dramático para a humanidade. Essa falha grave, certamente, pode ser usada como um dado para compreender como são forjados o antissemitismo e o ódio modernos.
Ainda de acordo com a pesquisa, 63\% dos entrevistados não sabiam que 6 milhões de judeus foram assassinados na Segunda Guerra Mundial, e 36\% acreditavam que 2 milhões de judeus ou menos foram mortos. Além disso, muitos dos entrevistados desconheciam até os nomes de campos de concentração mais “famosos”, 48\% das pessoas não souberam citar nenhum. Embora 44\% tivessem ouvido falar em Auschwitz-Birkenau, na Polônia, apenas 6\% conheciam Dachau, e 3\% Bergen-Belsen. Na berlinda, com 1\% de índice de conhecimento, Buchenwald e Treblinka.
Outra questão abordada pelo estudo foi a negação do Holocausto. Quando questionados se o Holocausto realmente aconteceu, 10\% afirmaram que não aconteceu ou não tinham certeza. 23\% dos entrevistados, no entanto, acreditavam que o Holocausto não aconteceu, ou que ocorreu, mas o número de judeus assassinado no episódio “foi muito exagerado” ou eles não tinham certeza.
Sobre a palavra Holocausto, pouquíssimos dos millennials e da geração Z concordaram que nunca ouviram, ou acharam que não ouviram a palavra “Holocausto” antes. Sendo que 15\% dos entrevistados pensaram que é aceitável que alguém tenha pontos de vista neonazistas. 59\% dos entrevistados concordaram que “algo como o Holocausto pode acontecer novamente hoje”.
Com relação ao papel da mídia social na disseminação de desinformação ou distorção sobre o Holocausto, 49\% disseram ter observado a negação ou distorção do Holocausto nas mídias sociais, e 56\% disseram que viram “símbolos nazistas”, incluindo bandeiras com suásticas ou fotos glorificando Adolf Hitler e soldados nazistas, em sua comunidade e / ou em plataformas de mídia social nos últimos cinco anos.
A maior partes dos millennials e geração z norte-americana, cerca de 67\%, disse que aprendeu alguma coisa sobre o Holocausto na escola. Isso destaca o papel importante que as instituições educacionais têm na América na formação sobre o Holocausto. 80\% concordou com a afirmação de que “É importante continuar a ensinar sobre o Holocausto, em parte, para que não volte a acontecer”; 64\% acreditavam que a educação sobre o Holocausto deveria ser obrigatória; e 50\% concordaram que as lições sobre o Holocausto são “historicamente precisas, mas poderiam ser melhores”.
Embora, os entrevistados apoiem a introdução do ensino do Holocausto na grade escolar, ainda existe uma quantidade notável de desinformação sobre isso entre os millennials e a Geração Z. O estudo revelou que 11\% dos entrevistados concordaram que os judeus causaram o Holocausto; 22\% disseram que o Holocausto estava associado à Primeira Guerra Mundial; e 32\% não estavam familiarizados com sobreviventes do Holocausto,
Os resultados gerais da pesquisa são evidentemente muito ruins, tornando urgente ações para reverter não só a desinformação e distorções, mas também o esquecimento. Segundo a pesquisa é preciso otimizar a abordagem e treinamento dos professores na educação sobre o Holocausto nos Estados Unidos, dando ênfase em fatos e contextos históricos e geopolíticos necessários e implantá-los sistematicamente em nível nacional.
+ Notícias