29-10-2020 - ANUSSIM BRASIL
A sétima maior população judia do mundo, e a maior da América Latina, moldou Buenos Aires. A comunidade judia contribuiu para a cultura, e a história da cidade, de maneira contundente.
A comunidade judia, contribuiu para a cultura, e a história da cidade de maneira contundente.
A história da comunidade judia de Buenos Aires, se inicia no final do século XIX. Sua primeira Sinagoga, da Congregação Israelita Argentina, foi construída em 1897 no bairro de San Nicolás. Foi restaurada em 1932, e possui capacidade para mil pessoas, tem um estilo romano-bizantino, e uma bela estrela de Davi que a distingue dos demais edifícios. Sua fachada, representa arquitetonicamente a forma em que os sacerdotes de Jerusalém, abençoavam através de arcos de meio ponto, molduras escultóricas e mãos sobre a porta de entrada. A nave central está virada para Jerusalém, e os fiéis são posicionados para o Oriente.
O Museu Judeu de Buenos Aires, localizado ao lado da Sinagoga, relata a história dos imigrantes, as colônias judias, sua tradição, e o início da comunidade em Buenos Aires. Mais adiante outro museu, o do Holocausto, onde expõe vários objetos, que relatam os horrores e oferece diferentes visitas, e cursos para conscientizar, sobre o antissemitismo e a discriminação.
Balvanera, é um bairro onde 60\% dos habitantes eram judeus, entre 1907 e 1925. Hoje a comunidade judaica ainda está presente, mas acaba por ofuscar, a interessante arquitetura do passado, com a proliferação dos comércios judeus.
A Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), cujo edifício foi alvo do atentado terrorista, mais grave da história do país em 1994, ainda é um espaço de articulação dos judeus com a sociedade, reconhecida como a “instituição mãe”.
O Teatro IFT e a Fundación IWO, possui uma biblioteca de mais de 40 mil volumes, também são lugares que conservam a cultura judia do bairro, e que permaneceram intactos com o passar do tempo.
Em outro bairro denominado Coghlan, está o Centro Anne Frank Argentina, inaugurado em 2009, em comemoração ao 80º aniversário do nascimento da jovem. A casa original foi conservada, por uma organização holandesa, e funciona como um centro educativo.
A sétima maior população judia do mundo, e a maior da América Latina, moldou Buenos Aires. A comunidade judia contribuiu para a cultura, e a história da cidade, de maneira contundente.
Os dois eventos históricos contra judeus no bairro de Retiro, onde em 1992 um atentado destruiu a Embaixada de Israel, matando 22 pessoas, e hoje mantém parte do muro original do prédio, e uma árvore de tília para cada uma das vítimas, em memória; e o ataque da Associação AMIA de 1994, marcaram a sociedade argentina para sempre, de modo que a Catedral Metropolitana e a Capela Nuestra Señora del Carmen, ambas de culto católico, cultivam tributos em homenagem às vitimas desses ataques permanentemente.
Sabendo disso, vocês concordam comigo que Buenos Aires merece uma visita?
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