19-11-2020 - ANUSSIM BRASIL
Dentro de alguns costumes judaicos em MG, alguns perpetuaram como a tradição de seguir as fases da lua, para o ciclo agrícola tal qual o calendário judaico que segue o sistema lunar.
As Minas Gerais de onde se extraíam ouro, esmeraldas e diamantes localizados no hoje estado de Minas Gerais, atraíram entre os buscadores de riquezas os judeus e cristãos-novos, oriundos de outros estados brasileiros e também de Portugal, Espanha e Itália.
Embora não sendo em grande número, influenciaram significativamente na economia e na vida social da região. Paracatu, Serro Frio, Sabará, Pitangui, arredores de Ouro Preto e Mariana foram os principais lugares por onde se espalharam como donos de comércio, rancheiros, compradores de ouro de contrabando, comerciantes de negros e ambulantes mascates.
Os locais onde os judeus se instalaram são identificados hoje, pela inexistência de capelas, em suas ruínas. A presença judaica na região, acabou se diluindo através de casamentos com portuguesas ou luso-brasileiras, mas não é difícil identificar traços da cultura e alma do povo judeu no quotidiano mineiro. Trocadilhos tais como: “todo mineiro é pão-duro” ou “o mineiro não abre a mão nem para dar tchau”, é forma bem humorada da identificação de conduta, uma espécie de herança étnica, que os mineiros herdaram dos judeus e cristãos-novos.
Dentro de alguns costumes judaicos em MG, alguns perpetuaram como a tradição de seguir as fases da lua, para o ciclo agrícola tal qual o calendário judaico que segue o sistema lunar. Também foi herdado o hábito de deixar um resto de grãos nas lavouras, para os pobres catarem. Há a tradição e costume de não jogar nada fora, e aproveitar tudo, não havendo desperdício.
A atração por comércio e por pedras preciosas, fez os judeus se destacarem, se comparados com seus vizinhos, pelo excesso de trabalho e por sua inteligência. Mantinham-se unidos, herdando a tradição de celebração de festas em família e educavam seus filhos nos melhores colégios católicos, a fim de despistar sua identidade judaica.
Não se pode negar a religiosidade do povo mineiro e os cristãos-novos de lá, pois eram um povo de fé, mas não em santos e nem imagens. Um hábito sertanejo, de antes de beber, derramar parte do copo ou do cálice para o “santo,” na verdade tem origem no rito milenar hebreu, de reservar na festa de Pessach um pouco do vinho para o profeta Elias, e o ato de experimentar o fio da faca na unha do animal antes do abate, também é um costume judaico, para evitar sofrimento desnecessário.
O hábito de lavar as mãos quer no sentido de inocência ou quer no sentido de higiene antes as refeições, são claras evidências da influência judaica, levadas pelos cristãos-novos para Minas Gerais.
E agora que você sabe dessas raízes, ficou ainda mais interessado em conhecer as Minas Gerais? Garanto que é uma viagem interessantíssima e que vale a pena!
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