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A verdade

01-12-2020 - ANUSSIM BRASIL

Já vi muitas pessoas dizendo e defendendo a ideia de que, o que existe, é a verdade de cada um. Outros juram categoricamente, sobre a existência de uma única verdade. Outros há ainda, defendendo a ideia de que, uma mentira contada mil vezes se transforma em uma verdade. Quem está certo?


Existe essa coisa, que chamamos de “verdade”? Já vi muitas pessoas dizendo e defendendo a ideia de que, o que existe, é a verdade de cada um. Outros juram categoricamente, sobre a existência de uma única verdade. Outros há ainda, defendendo a ideia de que, uma mentira contada mil vezes se transforma em uma verdade. Quem está certo? Há mais de uma dentre essas opiniões que esteja correta?

Cabe aqui distinguirmos o fato acontecido, esse irrefutável, pois ocorreu independente de quem quer que o tenha observado ou reportado. Tomemos por exemplo, o fato de que “aquela pedra tenha rolado da ribanceira” ou “aquele cavalo galopou pela predaria.” Independentemente de haver ou não testemunhas, os fatos ocorreram e são verdades irrefutáveis, e nem haveria por que não o ser. São ambos os casos, fatos de ocorrência natural. Pedras naturalmente despencam ribanceira abaixo, e cavalos gostam de correr pela predaria.

Vejamos agora outro fato: “Fulano escalou aquela montanha.” Mesmo que não houvesse testemunhas disso, o alpinista sabe que de fato, subiu aquela montanha. Só passa a ser então fato comprovado, a partir do momento em que haja testemunhas. Além disso, quando houver fotos e filmes do ocorrido, além da comprovação, ele estará também certificado, uma vez que quem não tenha sido testemunha no momento do fato, poderá testemunhá-lo no futuro pelas fotos e filmes. Se, em relação a esse fato verídico, alguém vier a declarar que “Fulano não subiu aquela montanha”, essa mentira será facilmente defraudada, pelas abundantes provas visuais e testemunhais coletadas. A esse fato, não é possível haver contestação.

Contra fatos, não há argumentos. Mas bem já há muito tempo, foi criada a figura da “narrativa” ficcional. Normalmente, evita-se baseá-la em fatos concretos, uma vez que, no campo da imaginação, é sempre possível serem feitas mais facilmente as manobras destinadas ao cumprimento dos objetivos do narrador. As narrativas podem ser utilizadas, para se atingir alguém de forma a se montar uma imagem, seja ela negativa ou positiva, à vontade e ao gosto de quem a relata.

Sobre o modo de narrar, suponhamos o primeiro caso da pedra que rolou da ribanceira. Se o narrador quiser denegrir a imagem do proprietário, das terras de onde rolou a pedra, ele dirá algo como, “O Sr. João das Couves, provou ser um proprietário irresponsável e quase homicida. Foi desatento e negligente sobra a pedra imensa que estava prestes a rolar, ameaçando de morte centenas de pessoas. Ele tem de ser responsabilizado, por tal ato de crueldade criminosa.” Mas, se ele deseja incensar o proprietário da terra de onde a pedra rolou, ele dirá algo como: “A natureza inclemente fez deslizar um pedaço de rocha na propriedade do Sr. João das Couves que, com merecida graça, não permitiu que algo de mal acontecesse.” Do mesmo modo, o fato do cavalo estar galopando na predaria, pode ser narrado como sendo o “resultado de o cavalo ter fugido de seu dono perverso que o maltratava”, ou como sendo que “seu dono, por gostar muito do animal, o liberta das cocheiras, para dar momentos de alegria ao cavalo que ama seu dono.”

Assim, a pergunta se repete: “Existe essa coisa que chamamos de ‘verdade’?” Respondo que ela existe, sim. No entanto, ela é como uma preciosa pepita de ouro ou um caríssimo diamante enterrado, sob múltiplas camadas de lama e detritos narrados, postos ali pelos motivos pessoais dos mais diversos, para escondê-la ao bel prazer daqueles que buscam isso.

Tudo isso que vemos acontecer nos dias de hoje, sendo produzido com imenso esforço bem diante dos nossos olhos, é como um número de mágica circense, cujo objetivo, é evitar que o público perceba o engodo. Por semelhança, na contemporaneidade, conduz-se nossas opiniões e ações no sentido que se quiser. Para não cairmos em armadilhas, que de modo tão cruel são criadas, precisamos desenvolver a capacidade de filtragem de tudo o que vemos e ouvimos, da forma mais cética que nos for possível.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait

Benyamin Zait

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