08-12-2020 - ANUSSIM BRASIL
Acompanhamos, ao longo de nossa existência, muitos casos de pessoas que, mesmo sendo riquíssimas, permanecem insatisfeitas com o que têm e dizem não ter o bastante.
Quem não sabe o valor e a importância de se ter bens, que nos sustentem e que nos permitam uma vida digna e confortável? A busca do ter é uma condição natural, seja do homem, seja de qualquer outra criatura. Todos os seres vivos, quer herbívoros, carnívoros, onívoros, insetos e até micróbios, necessitam, para terem sucesso, de um mínimo que os ajude a crescer, a manter a sua própria vida e a gerar a sua descendência, dando prosseguimento ao ciclo vital. É assim que a belíssima diversidade da vida que tanto admiramos, se mantém e se perpetua na Natureza, com o passar das eras.
Convém notarmos que algumas espécies, armazenam alimento para os tempos de escassez. Os esquilos estocam nozes e os castores acumulam galhos suculentos, que os alimentam no inverno. Os ursos armazenam gordura corporal que lhes permite hibernar no inverno, pois mesmo no sono, gastam energia para o sustento e a manutenção das suas vidas. Daí vem a pergunta: Qual a diferença entre quem tem bastante e quem tem tudo? Essa é uma questão interessante para pensarmos e entendermos, o alcance daquilo que nos motiva em nossa jornada.
Na Natureza, cada animal dos exemplos acima terá, ao final do outono, tudo aquilo de que necessita para atravessar com sucesso o período de escassez do inverno. Ao início da primavera, aqueles que sobreviveram ao frio, estarão prontos para um novo ciclo de estações. Assim a vida segue.
Já o ser humano, tem uma particularidade que o diferencia das outras espécies. O advento da agricultura e da pecuária, o desenvolvimento das artes e dos ofícios, enfim, a construção da nossa civilização, nos brindou com a fartura dos bens. Com isso, o valor dos alimentos e dos bens se descola dos seus valores utilitários primários. Cada indivíduo passa a poder dispor de muito mais do que o necessário para o seu sustento e para as suas necessidades, seja em curto, médio ou longo prazo. A partir de então, foi introduzida a figura do enriquecimento individual, pelo acúmulo das riquezas superabundantes. O valor original dos bens, não pode mais ser aplicado. Tornou-se impossível.
Assim, o indivíduo, que se vê em uma condição de enriquecimento como essa, depara-se com uma bifurcação em sua vida e pode escolher entre dois caminhos: um egoísta e o outro altruísta. Não há ação consciente, sem que antes tenha sido pensada.
- Na condição egoísta de viver, o sujeito passará o resto de sua existência passivamente, aos sabores de seus próprios devaneios ilimitados e prazerosos. Entretanto, o ser humano e sua mente, não foram criados para a falta de ação e de busca de objetivos. Ao ver todas as suas aspirações de prazer satisfeitas e sem mais objetivos, acaba por se colocar em uma condição depressiva, pensando não haver mais nada a conhecer. Assim, pode perder a razão de viver.
- Na condição altruísta de viver, o ser humano passará o resto de seu tempo na Terra, fazendo a manutenção de sua riqueza, nutrindo o seu empreendedorismo e continuando a dar meios de sustento a outras pessoas, que participam desse processo com ele. O desenvolvimento de trabalhos de benemerência, surge de forma natural na vida desses indivíduos, uma vez que não ignoram os gritos ensurdecedores dos necessitados à sua volta.
Acompanhamos, ao longo de nossa existência, muitos casos de pessoas que, mesmo sendo riquíssimas, permanecem insatisfeitas com o que têm e dizem não ter o bastante. Tendem a empobrecer. Já com relação àqueles que estão satisfeitos com o que têm e sabem que têm tudo, percebemos com a nossa experiência de vida, que tendem a ter ainda mais.
Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso
Benyamin Zait
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