15-12-2020 - ANUSSIM BRASIL
Por qual motivo alguém se submeteria a revelar coisas suas, mesmo sabendo que o que revela pode ser usado contra si? Mesmo havendo muitos motivos para tal ação tão prejudicial, vejamos agora, um dentre os mais fortes desses motivos: A vaidade
Como já bem diz a sabedoria popular, “Somos senhores do segredo que mantemos, mas somos escravos do que revelamos”. Quem de nós não conhece pessoas que, intencionalmente ou não, acabaram por dizer o que não deviam e por fim se comprometeram e se enrolaram com os resultados do uso dessas confidências por outras pessoas?
Fica aqui a pergunta: Por qual motivo alguém se submeteria a revelar coisas suas, mesmo sabendo que o que revela pode ser usado contra si? Mesmo havendo muitos motivos para tal ação tão prejudicial, vejamos agora, um dentre os mais fortes desses motivos: A vaidade. Muitas pessoas sentem necessidade de se sobrepor aos demais, espalhando aos sete ventos os seus feitos e as suas realizações. Mesmo os feitos mais simples, o vaidoso muitas vezes os carrega de cores e de relevos, maquiando-os de forma a ficarem mais ou menos distantes da realidade. O fato é que, ao se revelar, o vaidoso se coloca à mercê das ações dos seus concorrentes, dos seus adversários e até dos invejosos, todas essas ações executadas à revelia do vaidoso que se expôs. Torna-se escravo do que revelou, ao invés de senhor do que reteve.
Do aspecto acima, derivam outras perguntas: Que necessidade pode ter alguém de se exibir vaidosamente? Que necessidade tem essa pessoa de, ao tentar a sobreposição sobre os demais, arriscar-se a ser inferiorizada e/ou submetida? Será que alguém pode querer se apresentar maior do que os outros, mas no fundo, se sentir inferior aos demais? Vamos deixar essas perguntas numa caixinha especial que todos devemos ter: a das perguntas a terem as suas respostas amadurecidas pelo tempo e refinadas pelo pensamento, gerando algo benéfico a nós mesmos.
Há outros motivos para exibirmos os nossos sentimentos e realizações? Sim, há muitos outros. Dentre eles e com grande importância, temos o orgulho. Quantas das nossas realizações nos trazem orgulho tão imenso que, às vezes, somos incapazes de contê-las nos nossos próprios pensamentos e acabamos por revelá-las a outras pessoas? Tente lembrar a última vez que algum amigo teu te mostrou fotos de uma viagem interessantíssima que fez. E você mesmo, por acaso nunca fez isso, achando que a tua emoção ao rever aquelas fotos, poderia ser transmitida, quando, em verdade, a pessoa que as vê, fica alegre e animada para não te magoar? Outro exemplo: Um filho predileto que, por suas boas realizações, traga muito orgulho aos pais. Ele poderá ser, muitas vezes, exposto à raiva e à inveja dos seus outros irmãos que não se sintam assim tão queridos, como aquele irmão “queridinho do papai e da mamãe”. De forma consciente ou não, todo e qualquer sentimento que externamos fica fora do nosso controle.
No entanto, é de grande importância, tanto para a nossa saúde mental quanto para a saúde dos relacionamentos com pessoas próximas e queridas, que abramos os nossos sentimentos e o nosso coração para elas. Mas se for assim, devemos nos abrir de modo incondicional? NÃO. Claro que não! Precisamos ter a consciência de que cada um de nós possui uma capacidade de entendimento diferente da dos demais. Isso é fundamental para que os nossos interlocutores se sintam respeitados e que confiem em nós, ampliando o nosso círculo de relacionamento. Respeito gera respeito e admiração o que, por sua vez, produz o magnetismo pessoal, fazendo com que outras pessoas se sintam atraídas por estarem bem e à vontade em nossa companhia.
Quanto à vaidade e ao orgulho, que fazem com que aqueles que nutrem esses sentimentos se sintam elevados às alturas, vamos lembrar as palavras do poeta e compositor Billy Blanco:
“A vaidade é assim, põe o tonto no alto retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco.”
Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso
Benyamin Zait
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