Por favor, ajude Anussim Brasil: Doe Hoje!
+ Notícias

O valor do perdão

22-12-2020 - ANUSSIM BRASIL

Quanto custa esse perdão? Agora é que as coisas se complicam, uma vez que para que o perdão tenha o valor acima descrito, deverá ter um custo que reflita isso, pois tudo que tem um valor terá também um custo.

O quanto vale e o quanto custa o teu perdão? A resposta irá depender do valor que você dá a você mesmo. Se a pergunta for: “como assim?”, a resposta será: “como o teu perdão deverá ter o mesmo valor do arrependimento de quem te pede o perdão”. Só dessa forma o teu perdão terá valor. Você deverá exigir um arrependimento de verdadeiro valor, de quem o pede, para que arrependimento e o perdão se equivalham, reforçando assim os verdadeiros vínculos positivos entre os envolvidos. Por esse procedimento, podemos estimar o valor do perdão.

A isso se segue outra pergunta: Quanto custa esse perdão? Agora é que as coisas se complicam, uma vez que para que o perdão tenha o valor acima descrito, deverá ter um custo que reflita isso, pois tudo que tem um valor terá também um custo. Mas não é desse modo que fazemos as nossas compras? Quando vamos às compras, sempre comparamos o valor e a importância para nós da mercadoria, com o preço cobrado por ela. Pense em quantas vezes você ouviu ou mesmo disse: “ah, esse produto não vale o preço cobrado”, ou mesmo: “esse produto não vale nada”. O perdão, porém, não é uma mercadoria para ter o seu valor cobrado em unidades monetárias. O preço do seu valor e importância são bem outros.

Sabemos que alguém sem uma consciência que o acuse de algum mal que tenha provocado a outra pessoa, poderá facilmente esquecer o mal que fez, por não ter sido obrigado a passar pelos processos de sofrimento causados pela sua ação. No entanto, quem foi vítima daquele mal jamais esquecerá daquilo, por ter a experiência do sofrimento de ter passado pelas más situações provocadas. Eu mesmo conheço uma infinidade de exemplos, alguns dos quais eu mesmo fui vítima. Entretanto, pelo que foi dito acima, mais difícil é nos lembrarmos dos males que por acaso provocamos, do que daqueles que sofremos.

Como exemplos de valor e preço desses perdões, podemos citar os pequenos males cometidos, sob o ponto de vista da vítima, como um esbarrão acidental ou uma pequena fechada no trânsito e outros equivalentes. Eles pedem pequenos pedidos de desculpas, por não representarem fatos de relevância e são, normalmente, esquecidos, tanto pelo causador quanto pela vítima. Vamos entender que os arrependimentos e os pedidos de desculpas irão subindo de valor e importância, quanto maior for o grau de severidade da má ação cometida. Assim, algum ato, que leve realmente a vítima a ser prejudicada de modo mais sério, exigirá a comprovação do arrependimento do causador daquele mal, através de uma plena e ampla retratação que comprove o seu arrependimento, assim como pela restituição e cobertura de todo e qualquer prejuízo causado. Só assim, o sentimento negativo gerado no coração da vítima será aplacado. Só isso fará com que, tanto vítima quanto causador do mal, possam se colocar em condição de tranquilidade tal que consigam desenvolver um relacionamento saudável, pelo respeito demonstrado. Tal sentimento construtivo só é permitido acontecer, a partir daquela ação restauradora da confiança mútua.

Mas não sejamos inocentes em acreditar que teremos sempre o bem acontecendo da melhor maneira possível, produzindo sentimentos positivos, como aqui foi descrito. Essa maneira de agir não é a maneira natural da sequência dos acontecimentos. A ingenuidade é terreno árido para o crescimento do bom senso. Devemos sempre esperar o melhor, nos preparando para o pior. A solução para tais impasses normalmente passa por uma discussão entre as partes e pelo fechamento de um acordo que acabe por satisfazer a todos. Lembremo-nos sempre de que, para que haja um bom acordo, é necessário um espírito tranquilo que evite que a parte causadora do prejuízo possa provocar uma discussão acalorada, tirando do foco o ponto de discussão, levando a conversa a agressões verbais e a discussões estéreis. Nessas ocasiões, devemos sempre nos perguntar: “Eu quero brigar com essa pessoa ou eu quero ser restituído do meu prejuízo?”. Responda a essa pergunta e faça aquilo que a tua consciência melhor preferir.


Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait

Benyamin Zait

+ Notícias