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Comentário sobre o perdão e O Cozimento do Sapo

29-12-2020 - ANUSSIM BRASIL

Muitas pessoas se acostumam a cenários de vida ruins, sem se darem conta da má condição na qual vivem. Esse é o caso de quando a situação vai se deteriorando aos poucos, enquanto as pessoas vão se ajustando a ela, da melhor maneira que conseguem.

Recebi comentários sobre o Pense e Cresça da semana passada, sobre os valores do arrependimento e do perdão. O perdão é importante para quem é perdoado, mas também para quem perdoa, desde que o perdão e o arrependimento se equivalham – isso é nítido. Assim, perdoar sem ver o real valor do arrependimento ou se arrepender do fundo do coração sem ser perdoado são, ambas, ações inúteis ao desenvolvimento do crescimento mútuo. Tendo isso como ponto de partida, precisamos ainda perceber, de forma muito clara, que mesmo havendo perdão e arrependimento plenos, isso não significa que quem perdoou deva, obrigatoriamente, esquecer o mal que lhe foi feito, por melhor que tenha sido a retratação. Aquele, que foi prejudicado e perdoou, precisa ter a consciência de que, quem o prejudicou uma vez, poderá reincidir no erro. A precaução é importante, pois cada caso é um caso. Precaução e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Mas o assunto, hoje, é o fato de que muitas pessoas se acostumam a cenários de vida ruins, sem se darem conta da má condição na qual vivem. Esse é o caso de quando a situação vai se deteriorando aos poucos, enquanto as pessoas vão se ajustando a ela, da melhor maneira que conseguem. Sem olharem para trás e sem perspectivas para o futuro, prendem-se apenas ao momento presente, agindo apenas de acordo com o contexto que se apresenta, do jeito que for sendo possível. Esta não é a melhor fórmula.

Vamos aqui abrir um parêntesis para uma pequena fábula, grandemente esclarecedora. A fábula de como fazer para se cozinhar um sapo. Como sabemos, os sapos são animais de sangue frio e mantêm a sua temperatura corporal em equilíbrio com a do meio em que estejam, em um dado momento. Se alguém quiser cozinhar um sapo e tentar jogá-lo na panela de água quente, ele se assustará e pulará da panela, fugindo instantaneamente dali, frustrando o pretenso cozinheiro que perderá o pobre batráquio fujão. Como fazer então para cozinhar o bicho? Muito simples: ponha-o dentro de uma panela com água na temperatura ambiente e ele se sentirá confortável. Acenda o fogo e observe a água ganhar temperatura lentamente, enquanto o sapo vai se acostumando à nova temperatura local. A água vai se aquecendo aos poucos e o bicho nem sentirá o que está acontecendo em seu entorno. Aos poucos, ele vai sendo cozido sem perceber de modo que morrerá sem protestar. Lembro a todos que isso é apenas uma fábula imaginária, a qual não necessita de qualquer comprovação. Assim, nenhum sapo morreu e nem precisará morrer para sua comprovação.

Não precisamos agir como o sapo da fábula. Longe disso. Devido ao fato de termos consciência sobre a existência de um passado, de um presente e de um futuro em nossas vidas, podemos usar esses três momentos como ferramentas para o nosso crescimento. O nosso momento presente, no qual garantimos o nosso sustento, é o momento em que convivemos com o outro, agimos e nos preparamos, mais ou menos conscientes, para aquilo que virá. O nosso momento passado, onde se encontra o nosso acervo de experiências de vida, nos serve, com muita utilidade, de referência para as tomadas de decisão sempre que necessárias. Essas memórias do passado são compostas pelas experiências vividas por outras pessoas e pelas vivências que tivemos também, boas ou não. Esse nosso depósito de conhecimento nos permite deduzir que não podemos esperar, no futuro, resultados diferentes do que obtivemos de ações que se mostraram desastrosas no passado, se voltarmos a agir do mesmo modo como agimos anteriormente, no nosso presente. Imagine se o sapo tivesse a lembrança da temperatura original da água, quando foi ali colocado e se pudesse deduzir que morreria se a temperatura continuasse a subir no ritmo apresentado na fábula? Acredito que tomaria alguma providência para defender a sua vida.

Essa última dedução nos leva ao terceiro momento da nossa existência. Aquilo que estamos ainda por viver. O porvir é o movimento que desejamos dar à nossa vida e que é preparado pela força que fazemos no presente, com apoio no passado, o qual nos aponta o que realizar e o que evitar. Tudo isso para que possamos nos preparar para o inesperado e todos os imprevistos que o futuro, sem dúvida, nos apresentará, sem que percamos de vista nossos objetivos. O porvir como resultado do esforço realizado no presente, ancorado no saber do passado é a melhor forma de lidarmos com as dificuldades ao longo do nosso caminho e de estabelecermos estratégias mais adequadas para a realização de nossos projetos.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait
 

Benyamin Zait

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