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DÉBORA (Dvorá) ? A JUÍZA

30-12-2020 - ANUSSIM BRASIL

Impressionante a coragem dessa mulher. Mesmo sendo aparentemente frágil e ser profetisa e não guerreira, para fazer cumprir a palavra do Eterno, não exitou em enfrentar o inimigo.

Depois que falei de Rahab no livro de Josué (Yehoshua), passamos diretamente para o livro de Juízes (Shofetim), uma vez que não há mais mulheres no livro anterior em destaque. Irei resumir apenas o contexto histórico, para que entendamos em que cena histórica nos encontramos. Josué faleceu e os filhos de Israel perguntaram a D_us, quem iria até Canaã para lutar contra eles. E o Eterno disse que Judá (Yehudá) subiria. E Judá pede a Simeão (Shim'on) seu irmão, que lhe acompanhe. E foram para a batalha e conquistaram várias cidades (Juízes 1:1:36) e muitos dos que habitavam nelas, permaneceram, porque acrescentavam algumas benfeitorias ao povo de Israel. E então, novamente os israelitas  começaram a pecar contra o Eterno, eregindo altares para outros deuses e serviram a Baal e Astarote (Juizes 2:13) e a ira de D_us pesou sobre eles, de sorte que eram roubados pelos seus inimigos e mesmo assim, o Senhor levantou juízes, mas não os ouviam e continuavam adorando os baalins e a Astarote. E o Eterno os deixou serem cativos por oito anos na Síria. E então os filhos de Israel clamaram ao Senhor e Ele levantou um libertador, Otniel filho de Quenaz, irmão de Caleb (Juizes 3:9-11).
Novamente os filhos de Israel praticaram a idolatria. Desta vez ficaram dezoito anos servindo aos Moabitas. E clamaram a D_us e um salvador novamente é declarado, (Aod) Eúde filho de Gera benjamita (Juizes 3:15). Eúde mata o rei dos moabitas e escapou por entre as imagens e subjulgaram todos os povos ao redor e ficaram em paz durante oitenta anos. E também houve outro libertador chamado Samgar (Shamgar) que feriu seiscentos homens dos filisteus (Juizes 3:31). Falecendo Eúde, os filhos de Israel de novo começaram a irritar o Senhor. E o Eterno os deixou cair em mãos de Jabim (yavin) rei de canaã e clamavam a D_us, pois estavam sendo flagelados há vinte anos. E naquele tempo havia uma juiza de nome Débora (Dvorá) e era profetisa (4:4) e era revestida do espirito do Eterno. Estima-se que tenha vivido por volta de 1125 a.E.C. E ela se assentava debaixo das palmeiras entre Ramá e Bet El, nas montanhas de Efraim (Efrain) e os filhos de Israel, vinham até ali para que fossem  julgados. Porém estavam se sentindo oprimidos pelo exército do capitão Sisara, cujo rei era Jabim (yavin) e pediam a ela uma saída. E em Juizes 4:6 “(...) ela chamou Baraque (Barac) , filho de Abinoão (Avinoam) que estava em Cades de Neftali (Kedesh Naftali)” E ela lhe falou ,que o Eterno já havia dado ordem a ele, que fosse a Tabor (Tavor) e que levasse dez mil homens e que lhes daria a vitória.  Contudo, Baraque, diz que só irá para a batalha se Débora for com ele. E ela concordou em acompanha-lo, porém em Juizes 4:9 ela diz “(...) certamente irei contigo, porém não será tua honra pelo caminho que levas; pois a mão de uma mulher o Senhor vencerá a Sísera. E Débora se levantou, e partiu com Baraque para Cades (Quedes)”
Impressionante a coragem dessa mulher. Mesmo sendo aparentemente frágil e ser profetisa e não guerreira, para fazer cumprir a palavra do Eterno, não exitou em enfrentar o inimigo. Não se negou, colocando-se à disposição do povo escolhido, antes quis fazer cumprir a vontade do Senhor. Aparentemente ela deu forças a Baraque, para que este fosse lutar com Sísera, uma vez que este possuia um arsenal de guerra melhor, que os Israelitas. Então,  Baraque convocou os dez mil homens e foram combater a Sísera, que já havia sido avisado sobre a batalha que haveria. E Sísera então reuniu novecentos carros de ferro e todo o povo que estava com ele. E em Juízes 4:14 “Então disse Débora a Baraque: Levanta-te, porque é o dia em que o Senhor tem dado a Sísera na tua mão. Porventura o Senhor não saiu diante de ti? (...)” e Baraque então desceu ao monte Tabor com seus homens e o Eterno derrotou o exército pela espada e nem mesmo os carros de ferro puderam livra-los e Sisera desceu de um deles e fugiu a pé. E foi para a tenda de Jael (Yael), mulher de Jeber, queneu. Pois havia paz entre eles e este povo.


E Jael o recebeu em sua tenda, envolvendo-o em uma coberta. Deu-lhe água e Sísera pede-lhe que fique de “guarda” na porta da tenda e se alguém perguntasse se havia mais pessoas com ela, que ela negasse. E ele cansado, dormiu profundamente. “Então Jael, mulher de Héber, tomou uma estaca da tenda e lançou mão dum martelo e foi-se mansamente a ele e lhe cravou a estaca na fonte, e a pregou na terra (…) e assim morreu” Juizés 4:21. E Baraque tentando achar Sísera, encontra com Jael que lhe mostra o homem morto. E assim cumpri-se a profecia de Débora, que o lider do exército inimigo, seria morto pelas mãos de uma mulher. “E assim D_us naquele dia sujeitou a Jabim, rei de canaã, diante dos filhos de Israel. E continuou a mão dos filhos de Israel a lutar e a endurecer-se sobre Jabim, rei de canaã; até que exterminaram a Jabim, rei de Canaã” (Juizes 4:23-24). E então para celebrar a vitória, Débora e Baraque cantam (Juizes 5:2-31) e é longo o louvor feito por eles ao Eterno.  Portanto que, sugiro aos leitores e leitoras, que o leiam, pois tratarei apenas dos assuntos principais deste louvor, que seriam: A grandiosidade do Eterno e do agradecimento pelos cuidados (versos 2 ao 5), Débora se diz “mãe de Israel, nos dias de batalha (versos 6 a 9), a honra das tribos  que se ofereceram para defender voluntariamente Israel (versos 10 a 18), a luta entre eles no ribeiro Quisom (versos 19 a 23), a valentia de Jael e a morte de Sísera (versos 24 a 27), como a mãe do inimigo se sentiu pelo filho não voltar (versos 28 a 30) e fecham o cantico com um grande agradecimento a D_us em Juízes 5:31 “Assim, ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que o amam sejam como o sol quando sai na sua força”. E ficaram em paz durante quarenta anos.
Débora e Jael são duas mulheres que transformaram uma realidade, muito além do tempo em que viveram. Não deixaram limitar suas capacidades e agiram primeiramente pela vontade do Eterno e segundo , porque tinham vontade próprias. Líderes por natureza, não se deixaram abater por serem mulheres, antes buscaram cumprir os designios de D_us.  Trazendo essa batalha para nossos dias, o mundo feminino muitas vezes restrito, na atualidade ganhou certa força. As mulheres trabalham fora de suas casas, mas em compensação tiveram que arcar com jornada dupla. Na empresa são remuneradas e em casa geralmente repartem o sustento com seu companheiro. Justo é que seus maridos, seus companheiros também repartam o trabalho doméstico com elas. A mulher todos os dias enfrenta batalhas em situações constrangedoras, piadinhas sem graça, alguém que a desrespeita ou tenta silencia-la e não  a deixa dar sua opinião. Somente há crescimento racional, quando deixa-se de ver o gênero, que determinada pessoa pertence e dar importância maior ao cérebro.  Portanto, sejamos Déboras , corajosas, desbravadoras, argumentadoras, questionadoras e principalmente adoradoradoras do D_us único. Um exemplo que as judias devem seguir e integrar a sua realidade, serem mais participativas e juntamente com outras pessoas, fazer que coisas boas vindas vindas do Eterno, aconteçam.
 

Raquel Pereira Bittencourt

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