14-01-2021 - ANUSSIM BRASIL
É uma cidade do nordeste italiano entre Bolonha e Veneza que já foi um centro medieval de vida judaica.
A Itália é um país lindo com pessoas muito simpáticas uma comida maravilhosa e também possui uma extensa história judaica
Judeus vivem na península itálica há mais de 2000 anos é uma das mais antigas comunidades da diáspora. Mesmo antes da destruição do templo de Jerusalém havia judeus vivendo lá, principalmente nas províncias do sul, atuando como comerciantes e refugiados.
Dá para entender que de certa forma a história da vida judaica é uma longa saga de sofrimento e trauma. Foram escravos dos romanos, passaram pela inquisição e perseguição da igreja e foram segregados forçosamente na idade média, época em que um dos primeiros guetos que foi criado em Veneza , que hoje se chama Giudeca.
Para contar toda essa história foi inaugurado um museu que conta a saga dos judeus da Itália. O Museu Nacional do Judaísmo Italiano e Da Shoah - MEIS, (Museo Nazionale Dell'ebraismo Italiano E Della Shoah) fica em Ferrara e abriu com a exposição, Judeus Uma História Italiana Os Primeiros Mil Anos que se detém mais na relação entre Roma e Jerusalém / cristianismo e judaísmo.
Ferrara é uma cidade do nordeste italiano entre Bolonha e Veneza que já foi um centro medieval de vida judaica. O museu foi construído sobre ruínas de uma antiga prisão perto do gueto judaico que era usada para prender antifascistas e judeus durante a segunda guerra mundial, o desafio é transformar aquele lugar sombrio em um espaço amplo, aberto a ideias e cultura.
Lá se pode ter contato com documentos e instrumentos que mostram as contribuições dos judeus, a medicina ciência e astronomia. Tem muitos textos antigos que destacam a importância da alfabetização na história judaica italiana. Durante muitos séculos os judeus foram tipógrafos e foram os primeiros editores italianos durante a era medieval.
O museu veio demonstrar a presença contínua dos judeus, arraigados à sua identidade e civilização, apesar de todos os desafios de sobrevivência. Há cerca de trinta mil judeus vivendo na itália hoje em dia, a maioria em roma e milão, de acordo com a união de comunidades judaicas italianas.
A missão do museu é promover o diálogo, a compreensão e a convivência. Contando a história de uma minoria que se integrou à sociedade italiana e, ao mesmo tempo, conseguiu manter uma identidade própria, tanto cultural como religiosa, sem ser assimilada.
Os dirigentes italianos sabiam que os judeus eram mercadores e comerciantes e usaram a ajuda deles para fazer a ampliação da indústria têxtil de Ferrara e por isso justificam a escolha da cidade como sede do museu, embora hoje lá só vivem cerca de 80 pessoas na comunidade judaica.
Há mais de mil anos os judeus vivem em Ferrara. A sinagoga situada na Via Mazzini desde 1603 foi reformada muitas vezes. O prédio é simples quase indistinguível dos outros, com exceção das placas próximas do arco de entrada. Dentro, o teto abobadado, múltiplos candelabros e desenhos e cores fortes contrastam com os bancos simples de madeira escura e a arca da torá.
Há duas ruas dali, no centro do gueto, se encontram os prédios que já abrigaram padarias e escolas judaicas. Na Piazzetta (pracinha) muitos estudiosos e físicos judeus já circularam. Logo mais a diante, o cemitério judeu impressiona pelos gramados extensos e falta de lápides nos túmulos, que foram retiradas por serem pedras de mármore durante a inquisição e o material foi usado para erguer pilares da prefeitura em frente da catedral na cidade.
Vale a visita!
+ Notícias