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NATUREZA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

02-02-2021 - ANUSSIM BRASIL

Devido à imensa capacidade de criação e compreensão das nossas mentes e do poder da nossa fala, as mensagens que transmitimos e que recebemos podem ser muito mais complexas. Podemos transmitir instruções complexas de ações das mais diversas. Podemos coordenar ações ou de troca de ideias entre pessoas no campo imaterial das artes ou mesmo da política.

O ser humano é uma das espécies que faz uso de artifícios facilitadores da vida, através da aplicação de elementos da natureza, em ações premeditadamente planejadas, com a intenção de atingir determinado objetivo. Comparativamente, nós fazemos isso com um índice de sucesso imensamente maior do que todas as demais espécies. Convergem pra esse resultado: A – As mãos que dispõem de polegares opositores e que, por esse motivo, nos capacitam a reter e controlar, com destreza ímpar, ferramentas ou dispositivos; B – A nossa mente complexa capaz de “imaginar” soluções para problemas, formando “imagens” mentais dessas soluções; C – A fala. Muitos animais, como os golfinhos, os elefantes e os pássaros dispõem do dom da transmissão de mensagens, através de sons. No entanto, devido à imensa capacidade de criação e compreensão das nossas mentes e do poder da nossa fala, as mensagens que transmitimos e que recebemos podem ser muito mais complexas. Podemos transmitir instruções complexas de ações das mais diversas. Podemos coordenar ações ou de troca de ideias entre pessoas no campo imaterial das artes ou mesmo da política. Também podemos aplicar tais poderes na fabricação, na montagem ou na instalação e uso de algum dispositivo idealizado. Damos o nome de “tecnologia” à criação de dispositivos que nos tragam solução a quaisquer das nossas necessidades.

Nesse sentido, não somos meros espectadores dessa tecnologia. Somos seus atores-criadores. Por esse motivo, precisamos responder pelas nossas ações em relação à sua criação e, principalmente, ao seu uso e aplicação. Mesmo as primeiras tecnologias por nós criadas, como o controle do fogo, a produção de facas e machados de pedra, o uso de galhos de árvores como lanças, nos exigiam responsabilidade quanto ao seu uso. Acidentes culposos ou ações dolosas, dos mais diversos tipos, devem ter ocorrido pelo uso de tais tecnologias. Em razão disso, essas questões passaram a ser acompanhadas por uma das nossas mais nobres capacidades mentais – o nosso senso de justiça –, assunto para outra coluna no futuro. Como elementos ativos na criação, no manuseio e no controle dos entes tecnológicos, temos que responder pelo seu uso. Não apenas pelo uso da força física para perpetrar alguma má ação, mas também precisamos prestar contas sobre qualquer mal uso de elementos tecnológicos.

A tecnologia se apoia em dois pilares:
A – A natureza que, em oposição à tecnologia, é um elemento em relação ao qual somos quase que totalmente passivos. Ela existe e age, na maior parte das vezes, independente de nós. As influências que temos sobre ela são limitadas e feitas através de tecnologias. Ela existia antes de nós e, se nós formos maduros o suficiente para não nos destruirmos mutuamente, ela continuará a existir, mesmo depois de nós. Ela é muito rica, complexa e é o elemento-base que nos permite não apenas viver, mas criar as tecnologias que tanto nos são úteis.
B – A ciência que é o que podemos chamar de “revelação”. A ciência é aquilo que conseguimos desvendar e passar a conhecer, dentre os segredos da natureza e muitas são as ciências. Trata-se de um conhecimento “demonstrativo”. Ela, a ciência, tem três componentes: a observação, a experimentação e as leis. Tem como objetivo ligar o conhecimento teórico, a prática e a técnica. Não trabalha com “suposições”, mas com “comprovações” que surgem depois que o “método científico” (observação, problematização, formulação da hipótese, experimentação e teoria) é aplicado. Sem o verdadeiro conhecimento da natureza pela ciência, a tecnologia não pode se assentar. Uma tecnologia que se baseie em alguma premissa falsa, está fadada ao fracasso. A ciência, a verdadeira ciência, é a “busca da verdade” que sempre pode ser mais bem conhecida. Mas qual é o porquê da busca da verdade? É a verdadeira ciência que faz com que as nossas tecnologias funcionem. Sejamos precavidos, pois temos as nossas limitações ao observarmos a natureza. Por exemplo, quem achar que as aves voam pelos movimentos das asas, morrerá ao pular de um prédio sacudindo os braços. Há 500 anos, se acreditava, pela observação visual, que a terra era o centro do universo. No entanto, através da observação, um pouco mais acurada, feita com o uso dos primeiros telescópios, se concluiu que o sol era o centro do universo. Mais adiante, com o desenvolvimento da tecnologia da observação espacial, descobrimos que nem o sol e, nem mesmo a nossa galáxia, são o centro do universo.

Precisamos ter cuidado ao avaliar aquilo que pensamos ser ciência, pois muitas vezes, a nossa “ciência”, é apenas algum “achismo” sem provas. Uma pessoa, por quem tenho grande respeito e admiração, uma vez me disse que “Quem parte de premissas falsas, chega a conclusões falsas.”

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait
 

Benyamin Zait

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