Por favor, ajude Anussim Brasil: Doe Hoje!
+ Notícias

Bons e maus

09-02-2021 - ANUSSIM BRASIL

Não podemos ser tão maliciosos, a ponto de pensarmos que todos com quem nos relacionamos sejam más pessoas. Não existem pessoas só bondosas ou só maldosos. Aqueles que são os mais malvados, também podem amar, ainda que apenas os seus familiares, por exemplo.

Já escrevi diversas vezes sobre o convívio entre as pessoas e o tema não se esgota. Como registrou Aristóteles (384-322 a.C.): “homem é um ser político e está em sua natureza o viver em sociedade”. Assim, o nosso fado é vivermos constantemente nos relacionando com outras pessoas, cada uma defendendo os seus interesses. Conforme seja o comportamento individual revelado por cada um no ambiente do relacionamento, tal convívio pode produzir, entre outros, dois resultados. Pode desembocar em benefícios, como as alegrias espirituais, o apoio mútuo, a ajuda e o enriquecimento do conhecimento pela troca entre as pessoas. Mas também pode ter resultados bem opostos a isso. Conforme o uso que se faça de qualquer coisa, o resultado poderá ser para o bem ou o mal. Assim, a reunião de pessoas boas e bem intencionadas tende a produzir resultados benéficos, ao passo que a associação de más pessoas tende a gerar consequências maléficas.

A pergunta que interessa: – Quem são essas pessoas, as boas e as más? Ora, nessa resposta reside a graça de viver. Se desconhecemos, em geral, as pessoas que convivem conosco, imaginem quanto aos estranhos?! Viver é a busca do crescer, do desenvolver-se, do melhor, enfim. Já o conviver é como quando entramos em uma densa floresta inexplorada, na qual precisamos nos embrenhar mais e mais, sempre na esperança de sairmos vitoriosos do outro lado, cobertos de riquezas, materiais ou espirituais.

Ninguém pode ser ingênuo a ponto de acreditar que só terá pessoas boas e cordatas à sua frente. Mas também não podemos ser tão maliciosos, a ponto de pensarmos que todos com quem nos relacionamos sejam más pessoas. Não existem pessoas só bondosas ou só maldosos. Aqueles que são os mais malvados, também podem amar, ainda que apenas os seus familiares, por exemplo. Já os mais bondosos precisam ter, sempre, um certo grau de dureza, mesmo para com aqueles a quem amam, pois os pais que amam precisam ser um pouco exigentes com seus filhos e o mesmo sucede na relação com os seus colegas.  A graça da humanidade é que somos, todos e cada um de nós, uma miríade dos mais diversos tipos de formas de agir, de opinar, de modos de se comportar e de ser. Todo o encanto reside nas descobertas, na convivência com essas pessoas multifacetadas e no que esperar de cada uma dessas facetas que se correspondem conosco, para termos condições de respondermos da maneira mais adequada. E o que vem a ser a maneira mais adequada? É justamente a forma de agir que nos venha a trazer os melhores benefícios mútuos, na esperança de que a outra parte também tenha o mesmo interesse benéfico.

Muitas das leis da natureza agem também sobre a maneira como nos relacionamos com os nossos parceiros sociais, dos mais diversos modos. No entanto, quero aqui mencionar apenas o que ocorre em relação ao resultado dos relacionamentos entre as antes chamadas pessoas “boas” e “más”. Assim sendo, da mesma forma que energias positivas se somam, na natureza, formando uma energia maior do que as suas componentes originais, um conjunto de bons indivíduos trará resultados positivos maiores, para o seu meio, do que a contribuição de cada um dos seus componentes individuais. De maneira oposta, no caso da união de energias negativas que se somam, na natureza, gerando uma energia maior do que as dos seus integrantes primeiros, a reunião de pessoas más vai gerar resultados sempre negativos e piores do que o resultado que cada um daqueles participantes do grupo produziu isoladamente. Macieiras não conseguirão produzir frutos envenenados, assim como a árvore do fruto da estricnina não conseguirá produzir frutos comestíveis.

Vivemos em sociedade, é a nossa natureza, segundo Aristóteles. Procurando seguir as leis da natureza, vejamos, então, o que pode ocorrer quando juntamos bons e maus elementos em um grupo. As energias positivas anulam as negativas, de modo que os resultados desse grupo dependerão da quantidade e intensidade das forças individuais envolvidas, positivas ou negativas. O balanço das forças será determinante para os resultados almejados e isso deve ser percebido e avaliado pelo líder do grupo. Assim, caberá membros decidir sobre quem fará parte do grupo e quem será dispensado. Para tanto, há que se prestar muita atenção à existência dos lobos em pele de cordeiro. São aqueles que, com a aparência de bondade, produzem o mal. Nunca devemos avaliar as pessoas pelo dizem, mas sim, pelos resultados/consequências daquilo que fazem, seja pelas suas ações, seja por aquelas feitas a seu mando.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait

Benyamin Zait

+ Notícias