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A crise e a ação

16-02-2021 - ANUSSIM BRASIL

As crises, ah, as crises. Quando se encerrarão? Até quando nos impedirão de seguir as nossas vidas, pelos caminhos que programamos com tanta diligência? Até quando tantas frustrações?

Estamos vivos e com isso nos preparamos para minerar capacidades e condições que desconhecíamos ter, por sermos forçados pelas circunstâncias a descobri-las. Temos importantíssimas habilidades que nasceram conosco e que são aprimoradas e aguçadas pelos estudos, pelo desenvolvimento que advém daí e pelos conhecimentos acumulados nas nossas experiências de vida. Todos esses fatores a nós incorporados formam o que chamo do nosso acervo de saber e esse é o maior tesouro que alguém pode acumular, a fim de poder proporcionar uma vida digna e confortável para si mesmo e para aqueles ao redor, como a família, os amigos e tantos quanto sejam aqueles atraídos para o seu campo de influência.

Vivemos, de modo melhor ou pior, sustentados por tudo o que produzimos, gerado pelos resultados das nossas ações, mais inteligentes ou menos astutas dos nossos esforços, mais decididos ou menos aplicados ao que nos dedicamos, para apoiar o sucesso dos nossos empreendimentos, jornada afora.

É nítido que, parte do “mais inteligente ou menos astuta”, irá depender sobremaneira, do acervo de saber que conseguimos acumular. Depende para existir, em grande parte, dos nossos esforços intelectuais. Essa é uma capacidade que nunca cessa de crescer, desde que nos dediquemos a estudar e a aprender cada vez mais e com mais dedicação. Quanto mais sabemos, mais espaço abrimos para novos conhecimentos. É uma capacidade que, na prática, não tem limites para o crescimento, seguindo apenas o limite da duração da vida. O puro saber e o conhecimento isolado, no entanto, são como duas lindas flores que, para que tenham valor e função, devem produzir frutos, tanto melhores quanto melhores forem as qualidades das flores que os produzam.

Aqui é onde entra a parcela das ações “mais inteligentes ou menos astutas dos nossos esforços”. Só quando as ações forem maiores do que o conhecimento, se dará ao conhecimento sentido e razão de ser. E é o FAZER que mantém o registro do SABER. Só os frutos do FAZER, quando apoiados pelo SABER, podem contribuir para a posteridade, sendo uma forma de gerar coisas prazerosas, tanto para a própria pessoa, quanto para os que a cerquem. Já quando o FAZER for menor do que o SABER, o conhecimento tenderá a minguar, caso no qual a satisfação trazida pelo fazer, não conseguirá suplantar o contentamento do saber, enclausurando o detentor daquele conhecimento em si mesmo. Será, muitas vezes, um prisioneiro si próprio, talvez até em cela solitária, sem ter quem o tire de lá. Os seus conhecimentos e saberes serão empregados, como uma forma de trazer prazer apenas para ele mesmo. A pior forma de prisão é aquela na qual prisioneiro e carcereiro são a mesma pessoa.

As realizações são sempre frutos de esforços, muitas vezes, pesados e dispendiosos e precisamos ter consciência disso, pois é o preço de viver e crescer. Crescer dói e, para termos a contrapartida que nos equilibre, precisamos desenvolver o prazer de viver. Para quem desenvolveu essa capacidade, crescer e viver são inseparáveis, como café com leite, um dando sabor ao outro. Como disse Fernando Pessoa, em seu poema Mar Português: “Quem quer passar além do Bojador (outro nome para o Cabo das Tormentas), tem que passar além da dor.” Quem estiver disposto a passar por isso, experimentará a parte mais saborosa do viver, pois ao fim do poema é dito: “Deus ao mar o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu."

Quanto às crises, estão fora do nosso controle, do mesmo modo que as tormentas no mar e as tempestades na terra. No entanto, passada a tempestade, se olharmos bem, toda aquela água que caiu dos céus, serviu para que as plantas crescessem e se desenvolvessem. É daí que provém o nosso alimento. Assim, o que fazer durante as crises? As ondas que as tormentas produzem no mar, dependendo da capacidade de cada um, poderão ser até surfadas.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino de cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait

Benyamin Zait

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