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Vacina da Pfizer reduz os casos sintomáticos em 94\% em Israel

02-03-2021 - VEJA

Israel já aplicou 7,6 milhões de doses da vacina; o Brasil tem número semelhante: 7,7 milhões de doses administradas

A imunização em massa com a vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a BioNTech, é capaz de reduzir em 94\% os casos sintomáticos de Covid-19, de acordo com um estudo realizado em Israel, com 1,2  milhão de pessoas. Os resultados, publicados nesta quarta-feira, 24, na revista científica New England Journal of Medicine mostrou também que a vacina diminui em 92\% os casos graves da doença.

Vacina contra o covid em Israel
Israel já aplicou 7,6 milhões de doses da vacina contra Covid-19, segundo dados compilados pela Bloomberg. Em números absolutos, o Brasil tem dado semelhante: até às 18 h desta quarta-feira, 24, administrou 7,7 milhões de doses. Entretanto, quando o assunto é taxa de vacinação, Israel é  o líder do ranking mundial de países com maior taxa de vacinação com 84,78 doses doses a cada 100 habitantes. Já o Brasil está na 46ª posição.

O alto índice de vacinação faz de Israel um ótimo lugar para avaliar o comportamento da vacina, na prática. Além disso, todos os cidadãos estão inscritos em um dos quatro planos gratuitos, financiados pelo governo e por doações, o que facilita o acesso a dados confiáveis. Neste estudo, pesquisadores compararam dados de 596.618 pessoas da maior organização de saúde do país, que foram vacinadas em 20 de dezembro de 2020 e 1º de fevereiro de 2021, com a mesma quantidade de pessoas, de perfil semelhante, que não haviam sido imunizadas.

Os resultados mostraram que durante um acompanhamento médio de 15 dias, 10.561 casos de Covid-19 foram diagnosticados. Destes 5.996 (57\%) eram sintomáticos, 369 precisaram de hospitalização, 229 foram  considerados casos graves e 41 resultaram em óbito. Entre as pessoas que foram acompanhadas por mais de 21 dias, 96\% receberam a segunda dose da vacina.

Doses da vacina contra covid 19
Durante o período de 14 a 20 dias após a primeira dose, a eficácia da vacina contra diagnósticos positivos foi de 46\%; contra casos sintomáticos, 57\%; contrahospitalizações, 74\%, doença grave, 62\% e morte, 72\%. Em um período mais longo, 21 a 27 dias após a primeira injeção, essas taxas subiram para: 60\% (diagnóstico laboratorial positivo), 66\% (casos sintomáticos), 78\% (hospitalização), 80\% (doença grave) e 84\% (óbito).

No acompanhamento de sete dias após a segunda dose, a eficácia da vacina contra novas infecções foi de 92\%; contra casos sintomáticos, 94\%; contra hospitalizações, 87\% e contra casos graves, 92\%. Os autores concluíram que a vacina apresentou a mesma eficácia em adultos com 70 anos ou mais e pessoas mais jovens.

Em relação às novas variantes, os autores afirmam que a cepa B.1.1.7, identificada na Inglaterra, circulava no país no período do estudo e concluem que a vacina “também é eficaz para esta variante”. A cepa sul-africana foi considerada rara no país na época do estudo e não pôde ser avaliada. Outros estudos sugerem que a vacina tem eficácia ligeiramente menor contra essa variante, embora ainda seja  capaz de neutralizar o vírus.

“Esses resultados reforçam a expectativa de que as vacinas recém-aprovadas possam ajudar a mitigar os profundos efeitos globais da pandemia de Covid-19”, concluem os autores.

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