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DOSES SEMANAIS SOBRE A ARTE DE CURAR

16-12-2019 - Anussim Brasil

No contexto brasileiro, a constituição de 1988 considera a saúde direito de todos e dever do estado, que tem o dever de oferecer um ?atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais?.

Quem não necessitou de cuidados médicos ou do uso de medicamentos para se recuperar de uma doença? Não podemos negar que uma consulta médica ajuda a tirar inúmeras dúvidas sobre a situação de nosso organismo. Como seriam nossas vidas sem a existência dessa área e seus profissionais? Imagine-se a angústia da doença de um familiar, uma gestação, a necessidade de uma cirurgia. Sem estes profissionais atualmente essa situação é quase que impossível. A medicina, no sentido da formação de sua palavra, refere-se basicamente à arte de curar, e sempre foi desenvolvida por pessoas que se propunham a sanar os males dos outros. Evoluímos de formas primitivas como por exemplo, a do pajé, que sendo curandeiro da tribo indígena receita e realiza procedimentos que ultrapassam o corpo físico da pessoa,
alguns rituais são datados de aproximadamente 10 000 anos atrás, onde já se realizavam operações para retirar das pessoas o que lhes causavam mal, essas intervenções se chamavam trepanação e provocavam pequenos buracos nos crânios dos indivíduos para a saída dos espíritos que possivelmente seriam a causa de suas doenças.

A medicina se tornou ciência na Grécia, com os primeiros relatos e experimentos de Hipócrates, há mais de 2 500 anos, naquela época acreditava-se que os males do corpo eram consequência de um desequilíbrio dos líquidos presentes no organismo. Com o crescimento de Roma, muitos médicos do mundo todo se mudaram para lá a fim de desenvolver seus estudos. Um merece destaque: o grego Galeno que, através da dissecação de animais, construiu um modelo anatômico que foi empregado a partir de então, para se estudar por comparação o organismo humano.

No Egito, o exercício da medicina se aperfeiçoou com uma estreita ligação com a religião, afinal, os médicos atendiam aos Faraós, que eram considerados a encarnação de deuses. Dessa forma, os egípcios desenvolveram várias técnicas de tratamento de enfermidades e até emplastros feitos com vísceras de leões ou elefantes. Graças às técnicas e trabalhos desenvolvidos por esses práticos e estudiosos, temos a preservação dos corpos mumificados dos antigos faraós egípcios.

Durante a Idade média o grande desafio era vencer as imposições e as proibições da religião que, ao propor que o corpo humano era sagrado, impedia que houvesse dissecações e o próprio estudo das partes internas do organismo humano. Somente no século XV (1401-1500) da era comum houve a autorização para realizar as primeiras dissecações, os corpos escolhidos eram de criminosos condenados à morte. Mas não era o bastante, alguns médicos realizavam aventuras como aguardar a execução de uma pessoa para logo em seguida roubar seus corpos. Conta a história que Versalius, um médico belga, roubou um esqueleto esquecido numa forca. Com o fim das imposições, a medicina se desenvolveu e, aliada à descoberta de outras ciências como a biologia, a física, a química, além da própria sociedade em si, temos a ciência que conhecemos atualmente.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano 1947 definiu saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de doenças ou enfermidades”. Direito social, inerente à condição de cidadania, que deve ser assegurado sem distinção de raça, de religião, ideologia política ou condição socioeconômica, a saúde é assim apresentada como um valor coletivo, um bem de todos. Por seu caráter multidimensional, este conceito deve ser examinado segundo os diferentes referentes culturais e teóricos, e depende do período histórico e do lugar em que se estabelece a definição segundo OPAS (Organização Panamericana de Saúde).

No contexto brasileiro, a constituição de 1988 considera a saúde direito de todos e dever do estado, que tem o dever de oferecer um “atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais”. Assim, cabe ao Estado estabelecer um conjunto de ações que vão desde a prevenção até a assistência curativa, nos diversos níveis de complexidade. Grosseiramente poderíamos dividir os males como; somáticos(do corpo), psíquicos(da mente) um podendo interferir com o outro, patologias somatopsíquicas e psicossomáticas, neste universo de possibilidades é que nos embasaremos em novos assuntos.

Dr. Telmo Bittencourt

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