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Quem Sou eu?

27-04-2021 - ANUSSIM BRASIL

Já diz o velho ditado: ?O bom juiz por si julga os outros.? Isso quer dizer que a nossa falta dos verdadeiros conhecimentos do saber e das referências de valor, acaba por nos conduzir através de caminhos que, nos levam a achar que os outros pensam e agem como nós mesmos.

Suponhamos assim, que um juiz bondoso e que esteja acostumado a produzir boas ações, tenderá a avaliar os réus que venha a julgar, crendo que eles teriam um comportamento bom e justo, como o seu mesmo, buscando justificativas e motivos para uma sentença mais branda. Já um juiz malicioso, tenderá a crer que os réus que julgue, tenham os comportamentos que se identifiquem com os dele, tendendo a pesar a mão na sentença.

A realidade é que nenhum ser humano tem a capacidade de saber o que vai na mente de outro ser humano. Já que muitas vezes, não sabe sequer o que vai na sua própria mente, muito menos saberá então o que se passa na cabeça de pessoas mais próximas, como cônjuge, filhos, pais, irmãos e por aí vai. Agora então, avalie se essa pessoa terá alguma condição de avaliar os vizinhos da rua onde mora. Muito menos no seu bairro, na sua cidade, no seu estado, e país. Precisamos fazer uma autoavaliação e, pondo os pés no chão, nos conscientizarmos das nossas inúmeras limitações, seres humanos que somos.

Já vi muitas pessoas se achando grandiosas, darem tamanho valor à ciência, enchendo o peito e dizendo: “Somos grandes e imensos pois somos seres humanos, dotados de quase ilimitada capacidade.” Muitos dizem: “Nós fomos à lua e voltamos, o que prova a nossa imensa grandeza e poder.” Ora, eu pergunto: “nós quem???” Na realidade apenas 12 astronautas foram e voltaram da lua, apoiados por 50.000 cientistas e engenheiros a serviço da NASA e, quem diz uma coisa dessas, muitas vezes nem lhes sabe nomes ou as histórias por trás deles. Esse tipo de comportamento prepotente, só revela o quanto essas pessoas se enganam na avaliação da grandeza e conhecimento deles mesmos. Todos os saberes provindos da ciência, são de imensos valor e utilidade e isso é inegável. No entanto, precisamos reconhecer que, cada um de nós é apenas usuário desses progressos materiais. Progresso que, pouquíssimos de nós sabe sequer a história de como veio a acontecer. Quem se preocupa em saber quem criou o automóvel? Ou a máquina de lavar? Ou o forno da padaria? Quem pensa a respeito dos inventores dos diversos sistemas integrantes dos aviões, quando fazendo as suas viagens? Assim somos nós: Usuários inconscientes da ciência, acreditando sermos o último biscoito do pacote ou o gás da Coca-Cola.

Agora ao ponto: O Humanismo, criado entre os séculos XV e XVI, tem como principais características o Antropocentrismo, o Racionalismo e o Cientificismo. Já o Iluminismo, criado durante o século XVIII, busca o uso da razão e do racionalismo, preconizando o pensamento racional. Ambos os movimentos, nos quais passaram a se basear, com cada vez com maior intensidade, as ações políticas e culturais humanas, desde então vêm ganhando força. Na medida que a ciência moderna, fruto do iluminismo, se desenvolve e cresce, dá cada vez maior base de apoio à ideia do humanismo. O antropocentrismo do Humanismo, passa então a tentar desabilitar a ideia do Teocentrismo, base na qual a humanidade vem se apoiando desde tempos remotos. A pergunta é: Podemos nós, sabedores dos nossos limites pretendermos nos rivalizar com o Eterno, Onipotente, Onisciente, Onipresente e Senhor do Tempo? Cada um que responda a essa pergunta, de acordo com a sua avaliação. O fato que devemos entender é que, muitas das vezes, pessoas seduzidas pelas ideias humanistas, se veem como seres majestosos, acima de Deus e capazes de grandiosidades incalculáveis, acabaram por, na falta de limites e de horizonte da realidade, promover a morte de populações inteiras em holocaustos brutais. A falta da referência divina cobra alto preço.
Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino e cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait

Benyamin Zait

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