29-06-2021 - ANUSSIM BRASIL
Cada um de nós tem a preciosa missão se ser quem é e de fazer o que faz e, devemos nos dar por felizes por termos esse tão importante papel na vida de todos os demais que dividem conosco o nosso ambiente
Imagine na arte da fotografia, que um fotógrafo tire a foto de uma bela paisagem e a revele. Antes de fazer a foto, muitos fotógrafos estudam e analisam a paisagem, antes de executar o retrato. Depois de revelada a foto na quantidade requerida, o negativo poderá ser destruído ou guardado, à escolha do artista, mas é plenamente dispensável pois o positivo já está revelado e bom. Agora pense em uma bela escultura, como o “Moisés” de Michelangelo Buonarroti Simoni, esculpida entre 1513 a 1515, Bem antes de iniciar o trabalho em si, ele completou uma série de estudos, análises e estratégias, para efetuar a obra que até hoje é admirada como uma das mais belas e tocantes obras esculturais do mundo. Michelangelo deu então início aos trabalhos. Tomou um bloco do caríssimo mármore de Carrara do tamanho necessário ao feito. Daí iniciou a remover do bloco, tudo aquilo que não fazia parte da obra planejada. Ao fim e ao cabo, o seu patrono que encomendou o serviço, admirou-se daquela obra prima, certamente com orgulho e alegria. O próprio Michelângelo, ao finalizar, bateu com seu martelo na obra e começou a gritar: “Perchè non parli?” (porque não falas?), tal é a sua beleza.
Mas agora fica aqui uma pergunta intrigante: O que diferencia aquelas sobras de rocha removidas do bloco original e descartadas, daquela parte que se manteve incorporada à escultura? Foram geologicamente formadas do mesmo modo, na mesma época, na mesma rocha e passaram por todas as transformações que uma rocha metamórfica teve de passar juntas, como irmãs siamesas? Foram separadas, pelo destino selado devido ao projeto daquele que o concebeu e assim o fez. Fosse a escultura pensada de modo diferente, é provável que alguns daqueles pedregulhos removidos poderiam ter sido mantidos como parte da obra e outros, hoje incorporados à obra, poderiam ter sido removidos e dispensados. Mas, fosse assim não estaríamos, hoje, admirando a beleza plástica que tanto nos toca às emoções. Devemos lembrar que, pelo alto custo daquele mármore, muitas daquelas sobras foram por sua vez transformadas em outras esculturas.
Agora ao ponto: Cada indivíduo tem seu destino e sua missão na vida. Cada um de nós tem a preciosa missão se ser quem é e de fazer o que faz e, devemos nos dar por felizes por termos esse tão importante papel na vida de todos os demais que dividem conosco o nosso ambiente. É impossível que TODOS possam fazer parte da mesma escultura, mas é impossível também que cada qual não possa cumprir a sua missão e ser admirado pelos seus pares. Participar de um todo é aquilo que cada um de nós precisa fazer e por isso, sentir orgulho de si mesmo pelo feito. Somos todos feitos da mesma matéria, criados pelo mesmo Criador e por Ele dotados cada qual da sua alma. Somos, como aquela rocha, irmãos siameses no bloco da rocha da humanidade. Se eu não sou parte da escultura de Moisés, que ao menos possa ser uma pedra menor, da qual alguém produza outra escultura. Se não sou um famoso piloto de fórmula 1, que eu seja alguém famoso na minha comunidade, pelo bem que eu faça a todos que venham a mim. Essa é a fama que nos completa. Acreditem, é MUITO mais importante do que ser um famoso piloto de fórmula 1.
Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino e cada membro do Povo do Livro é o sucesso
Benyamin Zait
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