Por favor, ajude Anussim Brasil: Doe Hoje!
+ Notícias

VOCÊ SABE O QUE É ?POLIAMOR??

21-07-2021 - ANUSSIM BRASIL

Este nome foi dado, para um movimento nos Estados Unidos, da década de oitenta e que atualmente, tem sido exibido inclusive em seriado em um canal da TV por assinatura.

Para nós Anussim, talvez não seja um assunto importante, mas para informação torna-se útil, uma vez que no artigo anterior, me referi às crianças. Os pais devem estar informados sobre coisas menos agradáveis que, mesmo com a Pandemia, ainda ocorrem. Então vou explicar, o que seria esse “poliamor”. Antigamente, nos tempos patriarcais, o homem podia ter mais de uma esposa e o Rei Salomão por exemplo, foi um que bateu record de esposas e concubinas. Mas isso era permitido apenas para o homem, a mulher que se envolvesse com outra pessoa, era considerada adúltera e poderia inclusive, sofrer pena de morte em praça pública, por apedrejamento. Os casamentos eram assim elaborados, porque os judeus sempre tiveram o objetivo e ter muitos filhos. Mas cá entre nós, não era nada justo para as mulheres. “A proibição da poligamia no judaísmo, explica, foi ditada pelo rabino Gershon em Mainz (Alemanha) no século passado, que erradicou a prática entre os judeus asquenazes (da Europa central e oriental), mas não entre os sefardis (que se instalaram em países árabes após ser expulsos da Espanha).” – Portal UOL. Portanto, nos dias atuais, sabe-se que a poligamia, não é bem vista no Judaísmo.
Tivemos grandes problemas no passado, quando o patriarca Abraham por exemplo, era casado com sua meia-irmã Sarah, a qual, não podia ter filhos. Então esta deu sua serva ao marido, para que tivesse um filho em seu lugar. A serva gerou a Ismael e depois de algum tempo, Sarah engravidou de Isaque. Sabe-se muito bem no que deu esta história. Depois de um tempo, a serva começou a menosprezar sua senhora, porque esta não tinha filhos. Abraham foi obrigado por Sarah, a mandar sua serva e filho embora. Hoje ainda temos os Ismaelitas, que não se conformam com a escolha do filho de Sarah, a dar continuidade as gerações seguintes. E brigam até hoje para legitimar as terras, que julgam suas até o presente. Portanto, ter várias esposas e filhos, pode gerar uma condição de conflito com heranças. Uma história tão antiga e tão atual.
Entretanto, este assunto que estou abordando, não é muito diferente da história vivida por nossos patriarcas, porém com a exceção de que, as mulheres também estão envolvidas no processo. Ou seja, tanto homens, quanto mulheres, podem ter mais que uma pessoa envolvida consensualmente. Nesse caso, os indivíduos podem amar e ser amados (as) por mais de uma pessoa (não importando o sexo em ambos os casos) ao mesmo tempo. Dizem, que neste relacionamento pode haver companheirismo, amizade e evitando o adultério por exemplo. E assim, os que praticam tal ato, se envolvem responsavelmente e podem inclusive, se relacionar profundamente com os parceiros (as). Discutir esse assunto, não é nada agradável. Nosso tipo de sociedade convencional, antes formada por homem, mulher e filhos, sofreu mudanças desafiadoras de alguns anos para cá. Desde a criação da pílula, do movimento feminista, do movimento dos transsexuais e assim por diante. Então, estamos diante de um problema sério, se aceitarmos esse assunto como “normal”, pois estaríamos indo contra a Torá. Além de tudo, vivemos a época de divórcio desde esta mesma época (anos 70/80) novo casamento, novo divórcio, com filhos gerados em quase todos os casos, de pais e mães diferentes. E as famílias ficam misturadas. Mas esse assunto de divórcio, pode ser debatido em outro artigo.
O que esse grupo defende, é que em todo o mundo em diferentes épocas e independente de haver punição ou não, tanto homens, quanto mulheres (sem generalizar) já traíram em algum momento de suas vidas. Também em seu favor alegam, a infidelidade clandestina. Portanto, melhor que se unam e assim a possibilidade de adultério, fica diluída, segundo eles. Então, nesse caso se misturam livremente, formando famílias de duas mulheres e um homem, dois homens e uma mulher trans e assim sucessivamente. Uma verdadeira Sodoma e Gomorra. Para nós, o ideal é ter um único parceiro amoroso. Mesmo que pela Torá, possamos pedir divórcio. Neste caso justamente por causa do adultério, a mulher pode ser divorciar de seu marido. Porém, se vier a casar novamente, o ideal é que continue com este casamento por toda a sua vida. Escolher por amor e ter outra pessoa somente se houver morte. Do contrário melhor que fique só, não colocando em prática o que mencionei anteriormente, muitos maridos e filhos de casamentos diferentes.
Concluindo: somos filhos e filhas de Hashem e temos normas religiosas, culturais, sociais e outras. Os que são solteiros têm o livre arbítrio em escolher, com quem queiram namorar e talvez casar. Porém, os casados perante o Eterno, devem cumprir seu dever nos mandamentos dados por Moisés, de não adulterar e cobiçar a mulher do próximo. Lembrar que casamento não deve ser baseado apenas no lado sexual. Há vários fatores combinados para um casamento feliz. Podemos afirmar, a infidelidade transtorna e destroi relacionamentos. Portanto, o principal objetivo é firmar-se no Poderoso, ser resiliente na questão vida a dois e transpor os problemas com a ajuda de D_us. Ninguém disse que casamento é fácil, mas é possível viver uma vida conjugal feliz, cujo companheiro (a) complementa uma bela história, criada desde o princípio pelo Eterno. Baruch Hashem.

Raquel Pereira Bittencourt

+ Notícias