27-07-2021 - ANUSSIM BRASIL
Disse Aristóteles que somos um animal político. Sim, mas, por sermos antes cooperativos. Nós aprendemos a cooperar para atingir os nossos objetivos muito cedo na história humana.
Nos juntamos em grupos de interesse mútuo nos mais variados campos de atuação e temos alguns casos emblemáticos que exemplificam isso. Temos hoje mais uma edição dos jogos olímpicos da era moderna em Tóquio, Japão. Quantos se juntaram e se coordenaram, para organizar esse empreendimento tão complexo com problemas a serem resolvidos? Seja na complexidade da coordenação das estadias tão necessárias ao conforto de todo o pessoal envolvido, sem contar a logística da alimentação, nada disso seria possível sem cooperação. No fim e ao cabo. O sucesso do empreendimento será comprovado pela forma como se deu a organização do evento, assim como do modo pelo qual os indivíduos envolvidos, cada um deles, se dedicou para que o evento tivesse sucesso, sem aborrecimentos e contratempos. Falhas em eventos coordenados e executados por grupos humanos são inaceitáveis
Do mesmo modo que eventos grandiosos como uma olimpíada, organizações bem menores mas que sejam fruto da união de indivíduos, contando com o mesmo interesse comum no seu sucesso são importantes. É claro que o valor de cada atividade em grupo é dada pelos membros que o criaram e que deles participam. Tudo o que querem é o sucesso da empreitada, obtendo a plena satisfação dos tais objetivos comuns. Uma mãe que organiza uma festa de aniversário para um de seus filhos e conta com o apoio de amigas e mesmo do filho aniversariante. Um condomínio que se organiza para fazer um churrasco no domingo, chamando as famílias dos condôminos para participar da alegre reunião. Um grupo de amigos que organiza um passeio de carro por alguma cidade próxima, nem que seja apenas para levar a família, almoçar e retornar. Somos assim mesmo. Gostamos de nos reunir para alcançaremos objetivos comuns e realizarmos tarefas consorciadas. Nos moldamos, como seres humanos, agindo exatamente assim. Desde sempre. E é uma maneira muito bonita de agir, representando isso que nos satisfazemos satisfazendo e nos alegramos satisfazendo e alegrando outras pessoas, com as quais nos relacionamos.
Em uma relação saudável, cada membro de tais grupos tem, como obrigação moral, de ser grato a todos os outros membros, pelo fato de lhe ter ajudado a trazer-lhe todos aqueles momentos de alegria e satisfação. E quem não gosta de alegria e satisfação? No entanto, sabemos que, nem sempre é assim que acontece. Alguns poucos sempre farão pouco de alguém que não teve participação tão brilhante no evento. Outros sentirão raiva de outro que, por seu carisma e capacidade de liderança foi, notadamente, aquele que tomou a atividade realmente possível. Há também quem não se sinta bem com aquela alma da festa que, sempre, é o que traz mais alegria e bom humor ao ambiente. Tais espíritos ingratos são os, assim chamados, estraga-festas que, ao beberem um pouco mais, acabam por provocar brigas ou algazarras que deixam aos outros em situação desconfortável. A chamada vergonha alheia. Cabe a nós entendermos quem são os ingratos. O ingrato é, sempre, aquele que sente inveja de qualquer pessoa do grupo. É aquela pessoa que, por não ser capaz de ter a mesma maneira de sucesso do invejado tenta, de algum modo, reduzir o brilho dele. Vamos nos conhecer melhor. Àqueles que nos cercam e também a nós mesmos. Porque não?
Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino e cada membro do Povo do Livro é o sucesso
Benyamin Zait
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