28-07-2021 - ANUSSIM BRASIL
A educação pode transitar por várias áreas e não poderia ser diferente nas notícias. Essa é uma das mais agradáveis e quem sabe, das mais saudáveis, que tenho a oportunidade de transmitir
Fiquei fascinada com a possibilidade de futuras gerações tanto judias quanto árabes, começarem a raciocinar juntas e mudar a história. Através de uma iniciativa privada chamada Moona ao criar um espaço inovador, onde subsistem vários setores e idades, desenvolvendo lideres em tecnologia baseado na pedagogia. Este projeto não é muito novo, mas coisas boas demoram para serem vistas e nem sempre são comentadas. Como diria minha mãe – notícia ruim chega a jato e a boa vem a pé. Esta organização começou sua atuação em setembro de 2014, como se fosse um curso de extensão para estudantes judeus e árabes de Israel e logo interagiram entre si para aprender tecnologias, exploração robótica e espacial, drones, impressões 3D e eletrônica.
O projeto é muito importante para a interação das duas nacionalidades, uma vez que através da educação, podem mudar completamente o rumo de como se vêem atualmente. Através dele, houve uma expansão na tecnologia e na qualificação de trabalho para jovens adultos, que evoluem para uma carreira avançada de coordenação em empresas de tecnologia e apostam em um pessoal mais capacitado. A instalação da empresa empreendedora está instalada em duas cidades árabes israelitas: Maj-al-Krum na Galileia ocidental e Kafr Qasem no centro de Israel. O nome MOONA traduzido do árabe significa DESEJO e em hebraico EMUNA significa fé. Em inglês MOON é lua. Então o nome reflete uma significação ímpar, tanto para árabes como para israelitas. O fundador do projeto é Asaf Brimer, que serviu na Força Aérea de Israel no setor aeroespacial e depois então juntou-se a um sócio mulçumano para criar tal empreendimento. “Comecei assim porque a separação em nossa sociedade é o maior desafio para Israel, e decidi que meus filhos estariam melhor se a sociedade fosse mais aberta. Perdemos muitas vantagens porque não temos a oportunidade de nos conhecer” disse Brimer.
Toda semana, levando em conta as restrições da Pandemia, há entre 50 e 100 judeus, mulçumanos, cristãos, drusos e beduínos, que chegam na sede do órgão educador para compartilhar atividades. “Hoje tudo é mais desafiador, mas também há mais oportunidades. Acredito que em dois anos teremos de seis a dez centros em Israel e, com o tempo, espero que haja centros Moona nos Estados Unidos e nos Emirados Árabes Unidos. É um modelo que pode ser replicado em qualquer lugar, porque se trata de pessoas” Disse Brimer. Em 2017, houve três ganhadores em um concurso feito pela Moona chamado “Ideia de implementação” que teve o patrocínio da Embaixada dos Estados Unidos no Oriente Médio. Os vencedores levaram seus protótipos no programa Partnership2Gether da Federação Judaica de Pittisburgh , dando a oportunidade à empresa, de melhorar seu capital social.
Os participantes do programa admitem, que em princípio, não é fácil para eles socializarem-se entre si. Abu Daud diz “No primeiro ano eu era muito tímido, mas depois comecei a me envolver cada vez mais. Agora sou amigo de todos os mentores e judeus de lá. É muito diferente do que acontece lá fora”. Ele também disse que foi difícil se acostumar com as pessoas que falavam hebraico, mas logo aprendeu a falar e se apaixonou pela engenharia. O jovem em 2019, ganhou o primeiro lugar em construção de drones em um encontro patrocinado pelo Conselho Americano de Israel em Boston. Em 2020, a empresa capacitou mão de obra para as indústrias “Houve uma crise com a pandemia, muitos desempregados e organizações ajudando com treinamento. Sentimos que a verdadeira solução está a nível municipal ou regional” alegou Brimer.
Conclusão: Nem todos os árabes são ruins, assim como nem todos os judeus são bons. Nós pertencemos a uma raça... raça humana. As fronteiras e barreiras foram criadas pelo homem. Entretanto, se tivermos boa vontade, amor ao próximo e muita Emuná em Hashem, conseguimos mesmo estando em meio a estranhos, mostrar a convivência e o progresso que pode ser feito, através da união de forças e da vontade na construção de algo para o futuro. Atualmente tenho pensado muito nas nossas crianças e as possibilidades de reverter conhecimento para o crescimento delas. Investir nos pequenos, é investir na nossa fé. “Se conseguirmos mudar o começo da história, poderemos mudar a história toda.” ( Raffi Cavoukian). Garantir a elas segurança, educação da Torah, saúde, afeto e nutrição, aumentam as possibilidades de um futuro melhor. Elas podem alcançar um grande potencial, tanto meninos, quanto meninas. E teremos um agradável retorno deste investimento a longo prazo. Baruch Hashem. Este artigo foi baseado na reportagem de Abigail Klein Leichman, do Israel21c.
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