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COMO ENTENDER NO MATRIMÔNIO, "UMA SÓ CARNE"?

20-12-2019 - Anussim Brasil

Ser uma só carne é mais íntimo que ser uma só alma, uma só mente e um só coração, porque o casamento realiza o que nenhum outro relacionamento pode realizar: Homem e mulher tornam-se um no aspecto carnal.


“Para haver plena harmonia no casamento, é imprescindível saber como é que nos tornamos ‘UMA SÓ CARNE” dois indivíduos, de famílias diferentes, de cultura, formação e educação de procedência distinta podem se tornar uma só carne. O que leva muitas vezes a ausência de harmonia no lar a ignorância a respeito da individualidade de cada um no matrimônio.  Para entender melhor recorremos a Manis Friedman, no seu livro:”Será que ninguém mais se Envergonha?” Ele diz o seguinte: “A Bíblia (Torá) diz: “Portanto, um deixará seu pai e sua mãe., e será fiel á sua esposa, e tornar-se-ão uma só carne.(Gênesis 2.24) O que significa isto “uma só carne”?. Poderia significar simplesmente o corpo da criança nascida de um pai e uma mãe porque, na concepção e no nascimento de uma criança, homem e mulher “tornam-se uma carne”. Mas então, porque D-us não disse apenas “Fiquem juntos e tenham filhos?” Porque D-us estava falando sobre algo mais que físico. Essa fusão é impossível no mundo físico. Mas esposo e esposa são mais que o físico, e o casamento foi planejado para ser uma instituição divina. Num nível espiritual, portanto, marido e mulher são capazes de uma unidade singular e maravilhosa. E nesse nível, “tornar-se um” refere-se à intimidade. 

No entanto, se D-us estava tentando dizer a Adão e Eva que Ele queria que o casamento fosse íntimo, porque não disse “Tornem-se um coração, uma mente e um corpo”? Porque tornar-se uma carne refere-se a uma intimidade ainda maior que a de ser um coração, uma mente e uma alma.
No que diz respeito às almas, marido e mulher já são duas metades da mesma alma, reunidas no momento do casamento. Adão e Eva eles não precisam tornar-se um porque são um, e sempre foram desde a época da criação.

No que diz respeito às mentes, “tornar-se uma mente” não é exclusivo do casamento. Amigos poder ter uma mente só.
Ser um coração só também não é exclusivo do casamento. Quando os Filhos de Israel estavam juntos no Monte Sinai para receber os mandamentos, estavam reunidos ali com uma única finalidade, “como uma pessoa com um coração” (Comentário de Rashi sobre o Êxodo, 19.2.
Ser uma só carne é mais íntimo que ser uma só alma, uma só mente e um só coração, porque o casamento realiza o que nenhum outro relacionamento pode realizar: Homem e mulher tornam-se um no aspecto carnal.

Para captar plenamente a idéia de uma carne, primeiro precisamos entender o conceito de dois tipos de almas. O ser humano funciona em dois níveis: o nível divino imortal, e o nível natural mortal.

A alma imortal, que pertence a D-us, refere-se à parte da nossa personalidade na qual experimentamos sentimentos divinos e desejo de sermos como D-us, de imitarmos os modos de D-us mesmo no mundo físico. O nível natural mortal é a parte de nossa personalidade que se relaciona com as necessidades puramente terrenas. Quando falamos sobre os aspectos da carne, estamos nos referindo àquele estado mental, àquelas características, sentimentos os e emoções que vêm do corpo físico no qual existimos. Compartilhando os aspectos da carne, isto é, as necessidades de suas almas mortais, marido e mulher tornam-se um.

Quando falamos sobre as necessidades da alma mortal, queremos dizer mais do que as necessidades físicas tais como comer, dormir e reproduzir-se. Também estamos falando sobre as necessidades do ego: a necessidade de nos defendermos contra insulto, a necessidade de reconhecimento, a necessidade de nos sentirmos importan- te, a necessidade de sermos respeitados, a necessidade de sermos compreendidos, a necessidade de sermos apreciados, a necessidade de nos sentimos seguros. Todas essas são  necessidades da nossa condição humana: nossa alma mortal.

Embora sejam um só carne, quando estas necessidades e outras não são satisfeitas, há desarmonia. Cada pessoa de acordo com a sua capacidade e condição física, suas necessidades não são iguais ao do seu cônjuge. O homem se sente feliz satisfeito como está, no entanto a sua mulher está longe de sentir-se feliz, e vice versa, porque suas necessidades são outras, e o marido ou a mulher não percebe.  Sentimentos e emoções que precisam ser satisfeitas, a união intima que os torna um só carne, não satisfazem suas carências, a não ser uma.  Isto o cônjuge deve entender para não haver vácuo no relacionamento, e haver harmonia. 

“O casamento é o campo de provas onde tudo o que descobrimos sobre a maneira de tornar-se “como D-us” é levado à prática. Dedicar-se a um relacionamento significa dedicar-se às necessidades da outra pessoa, mais do que às suas próprias. Significa assumir as necessidades da outra pessoa como se fossem suas. Ao fazer isto, duas pessoas se fundem numa só. Esta mesma união acontece no reino metafísico. Por exemplo, ao tentar captar um assunto divino, a mente envolve o assunto e, simultaneamente, fica rodeada por ele. Esta dupla união ou fusão mútua, onde cada  um rodeia e é rodeado pelo outro. É uma ocorrência divina. Quando marido e mulher se tornam uma só carne, eles vencem o vão entre o que é físico e o que é espiritual. Entre o que é imortal, entre o que é meramente humano e o que é divino. E o fazem no dia a dia, da maneira que somente duas pessoas casadas podem  fazê-lo. Desse modo, marido e mulher são verdadeiramente capazes de uma unidade singular e maravilhosa, a união dupla”.

Esta seria a maneira de entender “uma só carne”

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