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Conhecimento e evolução

22-09-2021 - ANUSSIM BRASIL

Vão aqui duas perguntas: Como foi possível o ser humano se tornar o ápice da criação? E qual foi o dom que o Eterno nos deu, que propiciou isso? Existem muitas teorias sobre esses dois pontos, que não vele a pena que sejam discutidas aqui.

Prefiro sempre a abordagem minimalista, o mais simples e sucinta possível. O dom do raciocínio, unido à capacidade de transmitir ideias complexas pelo uso da palavra nos dá, ao frigir dos ovos, a resposta às duas questões. Percebemos assim a existência da transmissão do pensamento. Ela existe, sendo um dom que nos foi dado através da capacidade de uso da palavra.  Vamos então por partes:

Suponhamos que vivamos em um ambiente selvagem, sem livros e sem outra forma de troca de experiências individuais, que não seja pelo uso da fala. Havendo ali uma pessoa sábia, ou seja, que tenha vivido bastante e que tenha conseguido coletar um acervo de experiências riquíssimo durante a sua vida (Saber valendo S = 1.000). Se essa for uma pessoa altruísta, dividirá as suas experiências com a sua família e com o grupo dos seus mais chegados (Ensino valendo E = 1.000). Aquelas pessoas serão parte de um grupo altamente privilegiado (S = 1.000 x E = 1.000, faz que o produto S.D seja 1.000.000 – UM MILHÃO!). Os grupos assim contemplados terão maior chance maior de sobrevivência, do que outros, sem sábios altruístas que os orientem. Assim, a dupla “Saber x Ensino” tende a dar aos grupos que dela possam contar, com maiores números de indivíduos, por morrerem menos (lembre da seleção natural) E isso é indiscutivelmente bom e positivo.

Analisemos bem o valor e a importância de que aquela bela dupla seja implantada, com o seguinte raciocínio: Suponhamos que alguém detém todo o conhecimento necessário (S = 1.000), mas que jamais se disponha a compartilhar do seu grande conhecimento (E = zero). Ou então, outra pessoa que se disponha a ensinar tudo o que sabe (disseminação valendo 1.000), mas que nada tenha para ensinar (conhecimento valendo zero). Por sabermos que, qualquer número multiplicado por zero, é igual a zero. Assim em ambos os casos, o resultado será invariavelmente (S.D = ZERO. Ou seja, um pesado e redondo ZERO!

Para que exista um verdadeiro crescimento, é fundamental que o saber e o ensino sejam dois valores que estejam em constante condição de EVOLUÇÃO. Mas evolução, devemos lembrar novamente, que só pode se dar a partir de uma determinada base inicial ou seja, evoluir do zero, é muito difícil e doloroso. Imagine agora, que a civilização na qual vivemos, fosse destruída e que a selvageria voltasse a imperar, sem lei, sem ética, sem estética e sem valores. Quantos milênios teriam ainda de acontecer, quantas nações teriam de ser destruídas e quantas gerações teriam de ser sacrificadas nesse estado de selvageria? Apenas imagine quantos de nós morreríamos por quantos séculos de violência inominável, para que uma nova civilização, no estagio em que a nossa atual pudesse ser reconstruída.

Tenho ouvido muitas pessoas defendendo a ideia da revolução ao invés da evolução. Fico pensando se, ao menos, essas pessoas sabem o que significa aquilo que defendem. A começar pelo próprio significado das palavras: revolução = ré-volução ou seja, volver ou se mover para trás. Já evolução significa volver para cima ou, para condição mais desenvolvida. Vamos evoluir, o que significa, ao final, sabermos onde estamos para, com uso das nossas capacidades racionais, sabermos para onde queremos ir e nos projetarmos para chegar lá.

Baruch Hashem! Vamos em frente! Vamos pra cima! O destino e cada membro do Povo do Livro é o sucesso

Benyamin Zait

Benyamin Zait

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