23-09-2021 - ANUSSIM BRASIL
Depois de um ano sem turistas turbulentos, as cidades europeias querem manter as coisas assim.
Séculos antes de suas atrações mais sinistras se estabelecerem, Amsterdã já era uma atração turística. A multidão de turistas sempre foi comum nas ruas da cidade e agora com a pandemia, esse cenário mudou. Sem a aglomeração os moradores puderam ter a cidade de volta para eles e isso significa entre tantas coisas, menos multidões, menos barulho e menos lixo.
A cidade já lutava para encontrar maneiras de restringir o acesso dos turistas que chegaram a ser em torno de 9 milhões - mais de 10 visitantes para cada residente. Multas pesadas para consumo público de álcool, restrições rígidas sobre aluguéis de curto prazo e proibições definitivas em certos tipos de lojas foram implementadas, porém mais e mais visitantes continuavam chegando.
Em 2019 tudo parou. Durante meses, os turistas não podiam ser encontrados em nenhum lugar com as fronteiras fechadas. Mais tarde, com a contaminação controlada, apenas uma pequena parcela voltou a viajar.
Os moradores locais andam com os olhos arregalados por uma parte da cidade que raramente visitavam, maravilhados com sua beleza arquitetônica. Entre as autoridades municipais, essa catástrofe global de saúde plantou uma semente de restauração da calmaria na vida local. Embora Amsterdã indiscutivelmente precise do turismo para sobreviver, talvez a pandemia possa ser usada para refazer a forma como a cidade administra o turismo.
Autoridades locais em outros pontos turísticos da Europa tiveram a mesma ideia. Além de Amsterdã, Praga e Barcelona querem fazer algumas mudanças permanentes.
Cidades em todo o continente desejam moldar as visitas em formas menos onerosas para os residentes e talvez mais lucrativas para os negócios. Idealmente, um círculo virtuoso pode ser criado onde idealizam trocar festeiros barulhentos por frequentadores de museus com mais dinheiro para gastar, se conseguirem.
Os dirigentes são unanimes em admitir que o turismo excessivo teria se tornado quase insuportável e a Covid deu uma pausa para tentar fazer algumas mudanças nas cidades, em como são promovidas e como se deve concentrar na qualidade das visitas - não na quantidade. A pandemia também deixou claro como dinheiro do turismo é importante para a subsistência dessas cidades.
Na Itália, em Veneza, os dirigentes preferem que os visitantes fiquem na Piazza San Marco para que os residentes possam ter o resto da cidade para eles, mesmo sabendo que o turismo é fundamental para a sobrevivência da cidade.
E você, como se sentiria visitando um lugar lotado? Por outro lado, como se sentiria se uma horda de turistas mudasse sua cidade?
Shalom
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