01-02-2022 - Anussim Brasil
Durante a construção das pirâmides e da grande esfinge no Antigo Egito, Canaã era apenas uma aldeia de pequenas casas quadradas, murada, em uma colina acima de uma fonte.
Longe de toda e qualquer rota comercial, com um território de 160 por 240 quilômetros, entre o sudeste do Mediterrâneo e o Rio Jordão, há 48 quilômetros da costa e em meio a solidão das rochas douradas dos penhascos, desfiladeiros e pedras soltas dos montes da Judéia, exposta a invernos gélidos (por vezes com neve), e verões de calor avassalador, longe de toda e qualquer rota comercial... esta era e é a Jerusalém real, a antiga Canaã, na qual diferentes povos vivem há mais de 5.000 anos.
Durante a construção das pirâmides e da grande esfinge no Antigo Egito, Canaã era apenas uma aldeia de pequenas casas quadradas, murada, em uma colina acima de uma fonte. Em 3.200 aec. (antes da era comum), a vizinha Jericó era a cidade fortificada, e seus mortos eram enterrados em seus morros. Em 1900 aec. enquanto nascia a civilização minóica em Creta, o Rei Hamurabi começava a compilar seu código legal na Babilônia, os bretões rezavam em Stonehenge, e em Canaã crescia um assentamento em torno da fonte de Giom. Cananeus, conhecidos por serem construtores habilidosos, abriram um canal na pedra que ligava a um poço dentro dos muros, uma passagem subterrânea que protegia o acesso à água. Protegeram a fonte com uma torre e muro maciço, com 7 metros de espessura e pedras de 3 toneladas. Em outras partes de Canaã, reis-sacerdotes construiam torres-templos fortificados, e muros subiam morro acima.
Em 1458 aec. o Egito conquista Canaã, e soldados egípcios protegeram as vizinhas Jaffa e Gaza. Ao longo do tempo, Canaã foi elevada a reino, tendo como potências os egípcios ao sul, os hititas ao norte (hoje Turquia), e a noroeste os gregos miceneus, que travariam a Guerra de Tróia. Após 100 anos, o reino de Canaã tinha como seu soberano o Rei Abdi-Hepa, um hierosolimita (povo que se tornou sudito do Egito). O primeiro nome do Rei possuia origem semita, assim como muitos povos e linguas existentes no Oriente Médio que descendiam de Sem, filho de Noach (Noé). o Rei poderia descender de qualquer parte do Nordeste do Mediterrâneo. Ele costumava chamar seu território de “a capital da terra de Yerushalayim (Jerusalém), cujo nome é Beit Shulmani (Casa do Bem-Estar)” - o que leva muitos a crer que a palavra “Shalayim” (de Jeru-Salém Yeru-Shalayim) tenha se originado da palavra Shulman.
Após mais 1 século, em meados de 1250 aec. os hierosolemitas construíram altas estruturas em forma de um grande terraço sobre a fonte de Giom, na colina de Ofel, que serviram de alicerce para uma cidadela ou templo de Salém. Estes poderosos muros, torres e terraços eram parte da cidadela cananéia conhecida como Tsion (Sião), que viria a ser futuramente tomada por um grande Rei chamado David. No século 13 aec, os jebuseus ocupara Canaã, quando o velho mundo mediterrâneo estava esfacelado pelos chamados “Povos do Mar”, vindos do Mar Egeu. Neste tempo os hititas caíram, Micenas foi destruída, o Egito estava fortemente abalado, e o povo hebreu aparecia pela primeira vez perante o olhar das nações.
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“JERUSALÉM, ENTRE O SAGRADO E O PROFANO” e toda sua história é a tônica desta coluna publicada semanalmente aqui no PORTAL ANUSSIM BRASIL. Te convidamos a toda terça-feira conferir esta coluna e conhecer um pouco mais sobre esta história repleta de fé, guerras e paixões que fazem e fizeram desta cidade a mais importante de todo o mundo, intrigante em todos os tempos.
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