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DECISÕES TOMADAS SEM CONSENTIMENTO CONJUGAL, TRAZEM SÉRIAS CONSEQUÊNCIAS.

27-12-2019 - Anussim Brasil

"Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência".

Falamos no artigo passado que ser uma “só carne” não resolve os problemas porque cada um tem sua individualidade seu livre arbítrio, “uma só carne” só no momento da intimidade. Isto muitos casais não compreendem e por esta razão há muita desarmonia em muitas minúcias da vida matrimonial. Temos um exemplo em Gênesis 3. Eva tomou uma decisão individual que trouxe o caos à humanidade. Todo ser humano carrega as consequências de um crasso erro, a maldição para a própria mulher, com a sedução do seu marido, diversos transtornos horríveis para a humanidade. O que aconteceu no Éden? “ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? 2  E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, 3  Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. 4  Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. 5  Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

Eva devia ter chamado seu marido imediatamente. Que coisa estranha, uma cobra falando com ela, e lhe fazendo perguntas. Não entro nos comentários, apenas aproveito este incidente para exarar uma desarmonia na vida entre marido e mulher, por não recorrer um ao outro nos momentos que dependem de uma decisão. Leia o texto.  Ela nem se incomodou com a figura estranha, continuou o papo com o bicho, que lançou dúvidas sobre o que o Eterno tinha ordenado. Isto já deveria ter chamado a atenção dela para procurar ajuda com Adão. Uma coisa que suspeitamos aqui, é que a mulher não estava bem informada sobre o que o Eterno tinha dito para Adão: ““E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,  Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Na narrativa que a mulher dá para a serpente ela acrescentou coisas que o Eterno não havia dito: “nem nele tocareis”. Ou, Adão não instruiu sua mulher, como sacerdote do lar, ela sabia das coisas por alto. Este é um dos fatores de desarmonia entre marido e mulher. Não ter às coisas às claras e não se comunicarem como se deve.

O marido toma certas decisões sem consultar a sua mulher, a esposa, é mandamento divino, dado por Hashem a Abrão: “Porém Deus disse a Avraham ( Abraão): Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência”. O Eterno mandou Abrão ouvir sua mulher, e ainda não podia ficar mal com ela por lhe falar. Atualmente muitos casais brigam, porque a esposa chama a atenção, ou sugere para seu esposo, não fazer esse ou aquele negócio, não se associar com certa pessoa, não comprar, não fazer essa viagem. Mais o homem faz o que quer sem o consentimento da esposa. É briga, e descontentamento, quando as consequências chegam. Vez se ouve até: “Toma cego” não te disse para não fazer. “Agora resolva” O contrário também acontece. A mulher toma iniciativa em certas coisas que para ela dariam certo. Eva queria ser igual a Hashem, conhecer o mau e o bem. Tocou na fruta, e não morreu como ela disse que o Eterno tinha dito que iria morrer. Pronto deu mais um passo, comeu e deu ao seu marido. Ele sonso, nem perguntou que fruta era essa, e comeu. Parece que certa confiança tem limites. Mas quando se ultrapassa as consequências são amargas. Adão confiou na sua mulher, assim como Eva achou que poderia fazer o que um estranho lhe disse. Decidiu, tocou, comeu e deu ao seu marido, e este comeu sem fazer perguntas. Estes exemplos estão latentes aos nossos olhos para estabelecermos com nosso cônjuge uma vida de harmonia em todas as decisões. Talvez tenham que esclarecer um ao outros os motivos do “não”, e do “sim”. O diálogo ajuda a levar a um consentimento mútuo, principalmente dar valor ao que um diz, pelo menos ouvir. Tem cônjuge que já vem com a pedrada.  “Você, sempre é contra “o que eu decido fazer” “Você é teimoso, nunca me ouves quando te sugiro alguma coisa.

Adão e Eva se esconderam, ou quiseram se esconder, após delinquirem. Um mal muito comum que causa desarmonia. Quem fez isto? Ah! Não sei! Você que disse: Não, não fui eu, não falei nada. Esconder-se ou esconder. Este ato tão desagradável passa de pai para filhos, as coisas acontecem e não se acha quem foi, que quebrou, cortou, estragou, rasgou etc. Em alguns casos, a filha está grávida, e o pai é o último a saber, e não pelos familiares, mais por pessoas estranhas. Isso dói! Às vezes doenças, perdas, acidentes, - alguns dizem: “não conta”, se não vai passar mal.

Não adiantou Adão e Eva tentarem se esconder. No caso de Adão e Eva, finalmente os dois foram culpados, Adão lançou a culpa sobre o Eterno. “A mulher que me deste, ela deu-me e eu comi”. Quando Hashem indaga a mulher, ela culpa o Eterno: “Essa cobra que tu criaste me enganou e eu comi”. Sempre se quer colocar a culpa no outro.

Quando há discórdia entre marido e mulher, o mais fraco vai ser o culpado. Aquele famoso “Cala a boca”. Não se fala mais nisso. Agravam-se, quando as crianças estão ouvindo seus pais brigarem e levantarem a voz um ao outro. Adão acusou sua mulher, e ao Eterno que fez a mulher.  A mulher culpou a serpente, também criação de Hashem.

O que aconteceu depois de saírem do seu esconderijo? Procuraram se justificar do seu erro. Eva não pediu opinião ao seu marido, nem o chamou para ouvir o estranho animal, agiu por conta própria sem o consentimento de seu marido. Adão não indagou de onde era a fruta tão gostosa.

Pela desarmonia conjugal, além da expulsão do Paraíso, tiveram que arcar com todas as maldições.  Estas histórias foram colocadas na Torá para entendermos quão importante é, na vida matrimonial, estar de acordo com o que se pretende fazer. “A corda de duas dobras é mais difícil de arrebentar, se estiverem em plena harmonia”.

Juan Pablo Leguizamon

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